Presidente, na 1ª caminhada do 2º turno, ao lado do candidato ao GDF, Leandro Grass, acrescentou, ainda, que o país “não voltará a ser governado pelo fascismo”, responsável por milhares de mortes na pandemia e por roubar R$ 12 bilhões do BRB
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não poderia ter escolhido um local mais apropriado em Brasília para retomar suas caminhadas com a população, agora, durante a campanha do 2º turno presidencial.
A cidade escolhida foi Ceilândia, região administrativa construída, originalmente, e habitada, até hoje, de forma expressiva, pelos nordestinos e seus descendentes.
Durante a caminhada, Lula fez críticas ao candidato da extrema-direita e relacionou a disputa no Distrito Federal à crise do Banco de Brasília (BRB). “Esse país não voltará a ser governado pelo fascismo. Não voltará a ser governado por aqueles assassinos de milhares de pessoas na covid-19. Esse país não será governado pelo sócio do Banco Master, pelos parentes do Vorcaro [Daniel Vorcaro, ex-banqueiro preso]. Esse país não será governado por aqueles que roubaram R$ 12 bilhões do BRB”, afirmou o presidente, ao lado de Grass.

Lula também defendeu a redução da jornada de trabalho e pediu apoio à candidatura de Leandro Grass. “Essa é a passeata que quer reduzir a jornada de trabalho para as pessoas trabalharem cinco dias e descansarem dois. Por isso temos que votar no companheiro Leandro para governador do DF”, declarou o presidente.
Desde as primeiras horas da manhã, até o início da tarde, centenas de milhares de pessoas concentraram-se e seguiram o candidato Lula, que estava acompanhado de Leandro Grass (PT), postulante ao governo do Distrito Federal, também na segunda fase das eleições deste ano previstas para 25 de outubro contra candidata bolsonarista Celina Leão.
O evento que consistiu em uma caminhada e carreata em carro aberto, deslocando-se da Feira Central de Ceilândia pela avenida Hélio Prates, uma das mais importantes daquela região administrativa do DF.
GRASS: “É HORA DE VIRAR”
Leandro Grass defendeu uma campanha voltada às condições de vida da população e ao diálogo com eleitores de diferentes posições políticas.

“Estamos atrás de todas essas pessoas que querem o bem do Brasil, que querem o bem do Distrito Federal, não é mais sobre a esquerda ou a direita. Não é mais sobre o PT ou o PL. É sobre o futuro. É sobre a nossa cidade. Está em jogo o futuro das nossas famílias, da liberdade. Agora é hora de virar”, disse Grass.
“[O que] Está em jogo é o futuro das nossas famílias, da liberdade. O que está em jogo nesse momento são as pessoas que querem se comunicar, que querem se manifestar. O Brasil está em jogo. Nesse momento, quem estiver do lado do Brasil, quem estiver do lado do Distrito Federal está do nosso lado e nós estamos do lado deles”, acrescentou.
Marcaram presença no ato os deputados distritais reeleitos Chico Vigilante, Ricardo Vale e Gabriel Magno, do PT; a deputada distrital eleita Keka Bagno, do PSol; e os deputados federais Érika Kokay, Reginaldo Veras e Agnelo Queiroz, eleito neste pleito.
Ao fim da caminhada, Grass convidou os apoiadores do PT a se aproximarem dos eleitores para dialogar, escutar e acolher.

“A maioria do povo não é extremista. É trabalhadora, que acorda cedo. Temos que sair daqui e falar a verdade, explicar para as pessoas quem está do lado delas”, afirmou e elencou programas de governo de Lula, como o Pé de Meia, Pacto contra o Feminicídio e Farmácia Popular.
PROPOSTAS E PESQUISA
O candidato também apresentou propostas à população local. Grass focou na construção de um novo hospital para Ceilândia e criticou a oponente Celina Leão (PP). “Nós vamos construir hospital, não vamos inaugurar cerca”, comentou.
Grass voltou a ainda falar sobre os resultados da pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (8/10), que apontou Celina Leão (PP) à frente dele na disputa pelo Buriti. “Se as pesquisas estivessem certas no primeiro turno, não estaríamos aqui”, pontuou, demonstrando otimismo em uma virada.










