Qual o ponto alto da entrevista do Lula ao Jornal Nacional da Globo? Foi no momento em que a jornalista Renata Vasconcellos perguntou sobre o aumento da dívida pública e quais as metas fiscais em seu programa de governo?
A expectativa era comprometer o presidente e, portanto, seu próximo mandato, em cortes nos gastos com a Previdência, a Saúde, a Educação, a Segurança, e muito especialmente, a Defesa, para, com o economizado, diminuir a relação PIB/dívida com o pagamento do principal da dívida pública aos rentistas. O quanto, onde e que, se possível, fosse específico.
A entrevista parecia um interrogatório durante quase ⅔ do tempo. Talvez esperasse encontrar um Lula na defensiva. Só que deu ruim. Lula estava atento. Não se fez de vítima. Sugeriu que a pergunta da jornalista estava de cabeça para baixo e que, para melhor informar os eleitores, era importante fazer referência a como ele havia recebido as contas públicas do governo anterior (Bolsonaro).
Depois de informar o que considerava necessário, esclareceu; “vou melhorar a relação dívida/ PIB com crescimento econômico e com a redução dos juros”… “meu compromisso é com o crescimento e não com corte de gastos com o povo”.
Segundo afirmou, o Brasil está pronto para o grande salto. Enfim, que era por isso que se apresentava aos brasileiros para um 4º mandato, frisando as metas para seu governo.
Ressaltou os investimentos em defesa, para garantir a soberania de nossa floresta, de nossas fronteiras, do litoral e das terras raras. Falou do já feito, em comparação ao desastre do governo anterior, das metas para Educação, Segurança, Saúde, etc.
César Tralli ainda perguntou se o Lula pretendia privatizar os Correios. No que Lula respondeu que não.
CARLOS PEREIRA











