Em uma plenária que reuniu o movimento sindical brasileiro em apoio à reeleição do presidente Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin, na quinta-feira (20), os presidentes das nove centrais sindicais e mais de 500 dirigentes de confederações, federações, associações e sindicatos de todo o país, aprovaram o manifesto “Sindicalistas com Lula”, além de definir diversas ações de interesse dos trabalhadores, como fim da escala 6×1, redução da jornada e combate ao assédio eleitoral.
A plenária, que aconteceu de forma virtual e foi coordenada por Clemente Ganz Lúcio, do Fórum das Centrais Sindicais, demonstrou a força e a unidade do movimento sindical em torno da disputa eleitoral de 2026, debateu estratégias para ampliar a mobilização dos trabalhadores, fortalecer a campanha de Lula e eleger uma bancada no Congresso Nacional comprometida com a pauta da classe trabalhadora.
O encontro contou ainda com a apresentação de vídeos do ministro Guilherme Boulos e do presidente Lula, que reforçaram a importância da participação popular para a disputa eleitoral.
O manifesto, que já conta com mais de 3.400 assinaturas de sindicalistas de todo o país, ressalta que o projeto do governo Lula “coloca o trabalho e a valorização das trabalhadoras e dos trabalhadores no centro da estratégia de desenvolvimento do país e assume firme compromisso com a pauta da Classe Trabalhadora”.
O presidente da CTB, Adilson Araújo, destacou que, diante dos diferentes projetos colocados para as eleições de 2026, “o projeto representado pelo governo Lula é o que apresenta maior convergência com os interesses da classe trabalhadora”.
O dirigente sindical ressaltou a importância da defesa de pautas como os direitos trabalhistas, a democracia, a soberania nacional, as empresas públicas e as políticas voltadas às mulheres, à população negra e aos movimentos sociais, e afirmou que “o momento exige que o movimento sindical esteja organizado e presente nas bases, ampliando o diálogo com os trabalhadores e levando os debates políticos e as reivindicações da classe trabalhadora para os locais de trabalho”.
Em sua fala, ao abrir a plenária, o presidente da CUT, Sérgio Nobre, destacou as conquistas do atual governo, como “a reconstrução do Ministério do Trabalho, a valorização do salário mínimo e a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil”. O dirigente da CUT também convocou o movimento sindical para intensificar a mobilização pelo fim da escala 6×1.
Miguel Torres, da Força Sindical, e Ricardo Patah, da UGT, destacaram a unidade das centrais sindicais e a necessidade de levar a mobilização para as bases, sindicatos e locais de trabalho.
Também presente, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, ressaltou os resultados econômicos do governo, com destaque para a redução do desemprego e o crescimento do salário mínimo e defendeu uma ampla mobilização sindical durante o processo eleitoral.
O manifesto aprovado ressalta que o projeto para o futuro do presidente Lula tem propostas de crescimento, com “investimento em educação, formação, inovação e elevação da produtividade”.
“Seu projeto prioriza o fortalecimento da Nova Indústria Brasil e o domínio de tecnologias estratégicas, inclusive as relacionadas às terras raras, transformando nossas riquezas naturais em desenvolvimento e gerando trabalho decente, empregos de qualidade, melhores salários e uma distribuição mais justa da riqueza produzida pelo trabalho de todos”, afirma o manifesto.











