“Lembra daquela granada no bolso das servidoras e servidores?”, alerta ministra Esther Dweck. “Quem nunca valorizou o serviço público, nem os servidores, agora vai agir diferente?”, diz sobre Flávio
A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, relembra a “granada” que o ministro da Economia de Bolsonaro, Paulo Guedes, colocou no “bolso” do funcionalismo – os “dois anos sem aumento de salário” -, e alerta que, se eleito, Flávio Bolsonaro seguirá o mesmo exemplo de seu pai: “o meu projeto vai dar continuidade ao que vinha fazendo o presidente Bolsonaro junto com o Paulo Guedes” . “As servidoras e os servidores voltarão a ser tratados como parasitas”, denuncia.
“Tem muita gente falando e fazendo promessas como se nunca tivesse existido um governo Bolsonaro. O senador Bolsonaro prometeu um ‘tesouraço’ e a conta vai sobrar para as servidoras e servidores federais, mas também dos estados e municípios, assim como foi no desgoverno do seu pai”, afirma Esther Dweck, em vídeo publicado nas redes sociais.
“Lembra daquela granada no bolso das servidoras e servidores?”, alerta. “As servidoras e servidores voltarão a ser tratados como parasitas. Resta saber qual será a granada da vez: mais quatro anos de salários e benefícios congelados? Acha isso ruim? Pois pode ser bem pior”.
A “granada” no bolso dos servidores foi defendida por Paulo Guedes, durante a reunião ministerial de 22 de abril de 2020, quando se referia ao congelamento dos salários e reajustes dos servidores públicos por dois anos, como contraproposta ao socorro financeiro a Estados e municípios, aprovado no auge da pandemia de Covid-19.
A ministra Esther Dweck também alerta que, caso eleito, Flávio vai ressuscitar a reforma administrativa proposta por Paulo Guedes, a famigerada PEC 32, em que “servidores estáveis vão poder ser demitidos por desnecessidade das suas funções e os servidores no estágio probatório poderão ser exonerados sem maiores dificuldades”, denuncia.
“Empregados públicos não vão poder ter acordos coletivos que protejam contra demissão. Ainda mais se ele privatizar 95% das estatais, como o próprio Flávio já prometeu”.
Esther Dweck também explica que, “para fazer ajuste fiscal, os governos vão poder cortar salários e a jornada dos servidores em até 25%”, e que a PEC 32 “multiplica as hipóteses de contratação temporária, o que prejudica a qualidade do serviço público para nossa população e abre espaço para privatização de serviços”.
“A conta vai cair no colo das nossas servidoras e servidores, terceirizadas e terceirizados, empregados públicos, aqueles que carregam o piano das políticas públicas”, condena. “Quem nunca valorizou o serviço público, nem os servidores, agora vai agir diferente?”, questiona. “Mudar não pode permitir retrocesso. Quem vai continuar mudando o Brasil para melhor é quem já fez, é o presidente Lula”, defende a economista.










