Moraes bloqueia mansão roubada por Flávio Bolsonaro e seu advogado

A mansão fica numa ilha, em Angra dos Reis (RJ) e foi roubada por Willer do jogador Richarlison (Foto: Reprodução)

A propriedade, localizada numa ilha de Angra dos Reis, é reclamada pelo jogador Richarlison, autor de uma ação judicial para recuperar o bem das mãos vorazes de Willer Tomaz

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou bloqueio à mansão reclamada na Justiça pelo jogador Richarlison em razão da propriedade ter sido tomada pelo advogado Willer Tomaz, amigo do candidato derrotado à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL).

Richarlison já apresentou razões em sua ação judicial que procura recuperar o imóvel localizado numa ilha em Angra dos Reis. Segundo ele, a mansão foi “tomada” dele por Willer.

Na matrícula da casa em Angra dos Reis (RJ), acessada nesta terça-feira (3/11) pela coluna do Metrópoles, consta a indisponibilidade dos bens da WT Administração de Imóveis e Bens, a sociedade anônima que é proprietária de boa parte do patrimônio do advogado, incluindo a mansão que pertenceu à cantora Clara Nunes.

De acordo com o documento, a indisponibilidade foi incluída na Central de Indisponibilidade de Bens (CNIB) na segunda-feira da semana passada, dia 26 de outubro, e averbada pelo cartório de registros de Angra na quarta.

A decisão de Moraes foi tomada no âmbito de um inquérito no qual Willer é investigado por suspeita de lavar dinheiro a partir de apostas online. Só no ano passado ele apostou R$ 5 bilhões em uma única bet, como já foi revelado amplamente pela imprensa. O amigo de Flávio Bolsonaro também é dono da intermediária de pagamentos que tem o monopólio no estado do Rio de Janeiro e lançou três casas de apostas.

Flávio Bolsonaro, que teria sido usuário master da conta bancária de uma das empresas de Willer e tinha despesas pagas pelo advogado, também é investigado neste inquérito – foi no âmbito dele a decisão, também de Moraes, que determinou que o senador entregasse seus passaportes.

No caso de Willer, foi determinada por Moraes na sexta-feira pré-eleitoral a quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial, além do bloqueio de bens da Alcazar e a outras companhias ligadas ao advogado até o limite de R$ 6 bilhões. O ministro também ordenou o cancelamento dos passaportes do investigado, inclusive de um documento diplomático. Assim como Flávio Bolsonaro que fugiu do Brasil após a derrota para Lula, Willer deixou o país em agosto e até agora não retornou.

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