A dramaturgia perdeu ontem (29) um dos seus grandes atores, o britânico Patrick Stewart, que ficou imortalizado ao interpretar o Capitão Jean-Luc Picard nos quatro longas da franquia Star Trek – ou Jornada nas Estrelas, como ficou conhecida no Brasil – e ao dar vida ao Professor Charles Xavier na saga X-Men, além de dezenas de outras atuações marcantes no cinema, no teatro e na TV. O ator faleceu aos 86 anos, em Los Angeles, nos EUA, após uma dura batalha contra o Alzheimer e a demência.
Com formação no teatro shakespeariano, tendo iniciado sua carreira na renomada Royal Shakespeare Company a partir da década de 1960, Patrick Stewart conseguiu imprimir em suas interpretações de personagens de ficção científica ou da chamada cultura pop e à indústria do audiovisual hollywoodiano, a profundidade, o controle vocal e postural impecáveis, e a elegância que só a experiência da vivência nos palcos clássicos proporciona.
Ao longo de seis décadas de carreira no teatro, na TV e no cinema, foi laureado com inúmeros prêmios, entre eles, foi vencedor por duas vezes do prêmio Olivier, o mais importante do teatro britânico, além de cinco indicações ao mesmo prêmio por suas atuações em Antônio e Cleópatra e Hamlet. Por sua atuação em Macbeth, no Teatro da Broadway, foi indicado ao Prêmio Tony.
Também foi vencedor do Grammy Award, do Saturn Awards, do Drama Desk Award, e acumulou 4 indicações ao Prêmio Emmy, três ao Globo de Ouro e três ao SAG Awards (Sindicato dos Atores de Cinema).
Em 1974, interpreta o líder revolucionário Vladimir Lênin na série histórica “Fall of Eagles”, exibida pela BBC. O papel marca a transição do ator do teatro para a TV, antes de alcançar fama mundial nos cinemas com papéis como o Capitão Jean-Luc Picard em Star Trek.
De acordo com comunicado da família, nos últimos momentos, “ele foi mantido no abraço caloroso de familiares e amigos, cercado por música ao vivo, oração, lágrimas, risos e o tipo de emoção profunda que só ele poderia inspirar depois de uma vida inteira de devoção a todos nós. Nós sempre valorizamos a facilidade pacífica e o reflexo em seu rosto, um lembrete duradouro da graça invencível”.
Ainda em sua homenagem, a família resgata um trecho de sua autobiografia, “Making It So: A Memoir”, em que o ator escreve: “Como eu, Jean-Luc viveu uma vida incomum, que o levou muito além dos limites da experiência humana normal. Mas ele também é alguém que se manteve fiel às raízes terrenas, pois são elas que lhe deram sua identidade. No fim, ele sente o chamado do lar, assim como eu”.











