Cerca de 250 mil manifestantes, segundo os organizadores, saíram às ruas do centro de Londres no sábado (16), para marcar o 78º aniversário do Dia da Nakba, que significa “catástrofe” em árabe, e se refere ao deslocamento forçado de mais de 750 mil palestinos de sua terra natal em 1948, durante a criação de Israel.
Com bandeiras palestinas, cartazes e palavras de ordem em defesa do povo palestino, os manifestantes demonstraram solidariedade às vítimas civis da guerra na Faixa de Gaza e cobraram maior pressão internacional por um cessar-fogo definitivo no conflito envolvendo os ataques assassinos de Israel à região.
Também foram ouvidos ‘slogans’ contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o líder do reacionário partido inglês Reform UK, Nigel Farage, acusados de cumplicidade no genocídio dos palestinos.
“Tirem as mãos do Líbano”, “Parem de armar Israel”, “Liberdade para a Palestina”, “Resistência até ao regresso”, “Do rio ao mar, a Palestina será livre”, “Morte às Forças de Defesa de Israel” (“Morte à IDF”) marcaram a manifestação, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.
“CONDENAMOS ISRAEL COM SUAS ATROCIDADES”
A marcha contou com um grupo considerável de judeus antissionistas, tanto da tradição socialista como das gerações mais jovens, que se opõem aos crimes do governo de Natanyahu.
Seguravam faixas com frases como “Condenamos o Estado de Israel e as suas atrocidades” e “Condenamos as guerras israelenses no Irã e no Líbano”.
O protesto foi acompanhado de um forte dispositivo policial e não registrou qualquer incidente significativo.
O aniversário de sábado marca a terceira comemoração da Nakba desde que Israel lançou sua guerra genocida contra Gaza em outubro de 2023, e ocorre em um momento em que mais de dois milhões de palestinos permanecem deslocados na Faixa de Gaza devastada pela agressão israelense.
A Nakba se refere ao deslocamento sistemático de palestinos entre 1947 e 1949, quando grupos terroristas de Israel tomaram cidades e vilarejos e expulsaram a população.
Um dos que discursaram no final da marcha foi o ex-líder trabalhista Jeremy Corbyn, que enfatizou que não havia “antissemitismo subjacente” na manifestação e destacou a presença de “muitos judeus”. “Queremos viver em uma sociedade de respeito e harmonia”, afirmou.
O atual líder do Your Party (Teu Partido) mencionou os setores anti-povo que participaram da manifestação de extrema-direita de sábado. “Os reformistas e a extrema-direita que nos atacam e às nossas comunidades com tanto ódio não conseguirão nos dividir”, assinalou.
Corbyn alerta que o “ódio” da extrema-direita “não construirá habitações sociais, não melhorará hospitais, não educará uma única criança nem tirará nenhum um sem-teto nas ruas de Londres”. Em vez disso, ele defendeu “uma mudança nas políticas econômicas, sociais e internacionais”.











