O Irã zombou da pretensão, anunciada pelo presidente Trump, de declarar o Estreito de Ormuz como parte dos EUA, proferida durante um comício
“Não é possível se apoderar do Estreito de Ormuz nem com tuíte, nem com porta-aviões, nem com decreto, nem com discurso de campanha eleitoral”, espezinhou, em seu perfil no X na sexta-feira (14), o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi.
A vontade de Trump fica ainda ridícula depois dele ter sido flagrado fugindo do Air Force One em um contêiner de comida, com pavor do Irã, para se esconder em outro avião, na volta da cúpula da OTAN, e com o escândalo a bordo do porta-aviões USS Abraham Lincoln, em que faltou até comida e sobraram tentativas de suicídio.
O vice-chanceler iraniano instou Washington a “aceitar de uma vez por todas a realidade” – que as forças americanas “sofreram derrotas estratégicas e golpes severos” no contexto da agressão desencadeada conjuntamente com Israel contra o Irã.
“ORMUZ É E SEMPRE SERÁ IRANIANO”
“O Estreito de Ormuz foi, é e será iraniano. Esse estreito só será aberto e fechado sob o comando do Irã e, enquanto não aceitarem a realidade da derrota e continuarem alimentando ilusões, o Irã continuará aplicando o bloqueio”, concluiu.
Trump afirmou, durante um evento realizado em Nova York, que “depois de derrotarmos o Irã, que está sendo derrotado de forma esmagadora”, declararia em seguida “o Estreito de Ormuz território dos EUA”.
Segundo ele, atualmente Washington é, de fato, o dono do estreito. “Em essência, é isso que ele é. Temos o bloqueio. Nenhum navio pode passar a menos que permitamos”, alegou.
No mesmo comício, Trump convocou os americanos – aliás, os eleitores americanos – a se acostumarem com a alta do preço da gasolina, desencadeada por sua guerra de escolha contra o Irã. Segundo ele, seria um “preço adequado” por impedir Teerã de ter “uma arma nuclear”.











