Flávio Bolsonaro foi em março ao Texas, EUA, oferecer as terras raras brasileiras para Trump
O presidente Lula afirmou que “ninguém respeita lambe-botas” e que disse a Donald Trump que o Brasil aceita discutir qualquer tema, mas com altivez e respeito à sua soberania. Na sexta-feira (8), Lula se reuniu com o presidente dos Estados Unidos na Casa Branca.
“Discutimos o comércio bilateral, negociações tarifárias, a cooperação no combate ao crime organizado e minerais críticos. Vamos seguir em tratativas para ampliar nossas parcerias, fortalecendo sempre o caminho do diálogo sem abrir mão de nossa soberania”, relatou.
“Foi com essa franqueza que eu fui dizer ao presidente Trump. Quer discutir big techs? Vamos discutir as big techs. Quer discutir as suas plataformas? Vamos discutir. Quer discutir crime organizado? Nossa Polícia Federal está preparada para combater o crime organizado aqui e lá fora. Não tem veto para discutir”, continuou.
“É dessa forma que a gente vai ganhando a respeitabilidade. Ninguém respeita quem não se respeita, ninguém respeita lambe-botas”, completou Lula.
Em suas redes sociais, Lula ressaltou que “temos uma extraordinária Polícia Federal e muita experiência no combate ao tráfico de drogas e de armas. Nossas aduanas já estão cooperando neste sentido”.
Donald Trump pressionou a Venezuela acusando o país de não combater o crime organizado e o tráfico de drogas, para depois realizar o sequestro de Nicolás Maduro.
Trump já fez investidas por meio de sanções financeiras que buscavam enfraquecer o Brasil, mas o governo do presidente Lula manteve uma postura firme de defesa da soberania.
A oposição bolsonarista, por outro lado, apoiou as sanções e defendeu que o Brasil entregasse o Judiciário para os Estados Unidos, que decidiriam o rumo de processos como o contra os golpistas que tentaram derrubar a democracia.
No final de março, Flávio Bolsonaro participou da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), um antro de fascistas, no Texas, e afirmou que o Brasil pode ser “a solução para os EUA”.
“O Brasil é a solução para que os Estados Unidos não dependam mais da China em terras raras e minerais críticos”, disse servilmente.
(Com informações da Agência Brasil)











