O presidente Lula (PT) denunciou que Flávio Bolsonaro (PL) quer fazer um corte de R$ 250 bilhões no orçamento federal acabando com programas como o Farmácia Popular e o Pé-de-Meia e zerando o investimento no combate à violência contra a mulher.
Em suas redes sociais, Lula comparou com a situação de uma família. “Quando aperta em casa, a gente só corta o que não faz falta. Ninguém corta o remédio da mãe, nem a merenda do filho”, disse.
“Mas quando eles governaram, foi isso que eles [a família Bolsonaro] fizeram. Cortaram mais da metade dos remédios do Farmácia Popular e mandaram dinheiro para o Orçamento Secreto. Vetaram o aumento da merenda. Teve escola servindo só bolacha com ‘Ki-Suco’”, continuou o presidente.
“Agora, querem cortar de novo 250 bilhões de reais. Sabe o que você perde num corte desse tamanho? O Pé-de-Meia, o remédio da sua mãe, o gás da sua cozinha. Quando eles falam em cortes, você é a despesa que eles querem cortar. Mudança não é isso. Mudar no rumo certo é proteger o que é seu”, acrescentou.
Lula também lembrou que Jair Bolsonaro, pai de Flávio, “cortou 90% do orçamento de combate à violência contra as mulheres. Ao mesmo tempo, liberou a venda de armas de fogo, provocando o aumento dos casos de feminicídio”.
“Agora, Flávio Bolsonaro fala em cortes no orçamento e liberar de novo a venda indiscriminada de armas de fogo. Vocês não precisam gostar de mim, só precisam votar contra quem odeia as mulheres”, completou.
Durante o debate na Band, realizado no domingo (18), Flávio Bolsonaro se recusou a responder em quais áreas pretendia cortar e tentou emplacar uma frase de efeito, dizendo que iria “cortar do Lula”.
Seu “plano” econômico também esconde as áreas que seriam afetadas pelo corte de R$ 250 bilhões.










