Na quinta-feira, 6, em Genebra, especialistas em direitos humanos da ONU fizeram uma condenação do cerco dos Estados Unidos contra Cuba, usando de ameaças e coerção para subjugar um país soberano.
Eles alertaram que as sanções e bloqueios impostos pelos EUA contra Cuba estão agravando uma crise humanitária e pedem que a comunidade internacional e a sociedade civil tomem ação rapidamente para evitar que Cuba se torne uma “Gaza silenciosa”:
“#Cuba: Especialistas em direitos humanos da ONU condenaram hoje as recentes medidas dos Estados Unidos contra Cuba, denunciando-as como uma tentativa de alterar a ordem constitucional de um Estado soberano por meio de ameaças e coerção.”
“As consequências humanitárias já estão se desdobrando em uma crise generalizada, ameaçando os direitos à saúde, à vida, à alimentação e ao desenvolvimento”, comunicaram os especialistas em direitos humanos.
Com o bloqueio americano de combustível a Cuba, por exemplo, o lixo não está sendo coletado e está se acumulando em algumas partes de Havana, ocasionando o risco de propagação de doenças. Outros serviços essenciais como o fornecimento de energia, transporte, o sistema de saúde, até a irrigação agrícola e acesso da população a água potável, foram afetados pela intervenção dos americanos, afetando as vidas de todos que vivem no país.
Agências da ONU alertaram do crescente risco de insegurança alimentar, falta de medicamentos essenciais, o colapso da rede de energia elétrica de Cuba e apagões que afetam o sistema de saúde.
“A alimentação nunca deve ser usada como instrumento de pressão política. Medidas que privam conscientemente uma população dos meios de sobrevivência atingem as garantias mais básicas do direito à vida e diminuem o cerne da dignidade humana”, disseram os especialistas.
Os especialistas ressaltaram a ilegalidade das ações dos EUA contra Cuba, que as ações dos americanos contrariam o Artigo 2 da Carta da ONU e que faz parte dos planos dos americanos de forçar uma mudança de regime durante as décadas do embargo americano contra Cuba.
“O governo dos EUA deve cessar todas as ameaças e atos hostis contra a soberania de Cuba e revogar todas as medidas que impôs ao país e que contrariam o direito internacional”, exigiram. “O Conselho de Segurança e a Assembleia Geral devem abordar urgentemente essas ameaças como uma questão de paz e segurança internacionais”.
Desde junho de 2026, os americanos intensificaram as sanções unilaterais contra setores chave da economia cubana, como as sanções mais recentes, anunciadas em 23 de julho, aumentando o bloqueio sobre a aquisição de combustível e empresas de energia, mesmo para fins humanitários, como manter os hospitais funcionando.
O governo cubano já denunciou que as medidas dos americanos servem para aprofundar a crise econômica na ilha e fomentar uma comoção social para subjugar o povo cubano.











