O Vaticano confirmou nesta sexta-feira (30) que o papa Leão XIV votou por correspondência nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, marcadas para o próximo dia 3 de novembro. Com o gesto, o pontífice entra para a história como o primeiro papa a registrar participação em um pleito eleitoral.
De acordo com nota emitida pela Sala de Imprensa da Santa Sé, Leão XIV exerceu o direito de voto na qualidade de cidadão norte-americano, enviando sua cédula para Chicago, em Illinois, sua cidade natal. A Santa Sé destacou a visão do pontífice sobre o papel da cidadania, reforçando que ele considera a participação nos processos eleitorais um direito e um dever democrático.
O comunicado ressalta ainda que o papa já mantinha o costume de votar nas eleições dos EUA durante o período em que viveu no Peru, sempre que o processo via correio era viável.
As eleições de meio de mandato (midterms) ocorrem a cada quatro anos, exatamente na metade do mandato presidencial. O pleito define a nova composição do Congresso norte-americano e pode alterar significativamente o equilíbrio de forças entre os partidos Democrata e Republicano.
Na votação de 2026, os eleitores definirão os parlamentares do Congresso dos Estados Unidos, com mandato previsto de 3 de janeiro de 2027 a 3 de janeiro de 2029. Estão em disputa todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado — definição crucial para determinar a maioria em ambas as Casas nos próximos dois anos.
A legislação dos Estados Unidos assegura aos cidadãos que residem no exterior o direito de participar das eleições federais por meio do voto ausente (absentee voting).
O procedimento é regulamentado pela Lei de Voto Ausente para Militares e Cidadãos no Exterior (Uniformed and Overseas Citizens Absentee Voting Act – UOCAVA). Foi respaldado por esse mecanismo legal que Leão XIV encaminhou sua cédula eleitoral a Chicago, garantindo sua participação na votação de seu país de origem.








