Para inquilinos da Casa Branca, ocupação das Américas deve ir da Groenlândia até Panamá, passando pelo Golfo do México

Mapa de Trump da dominação ensandecida das Américas (Redes Sociais)

“A Grande América do Norte” – que vai da Groelândia ao Golfo do México, passando pelo Canal do Panamá e países vizinhos, até à linha do equador, foi anunciada pelo chefe do Pentágono e secretário de guerra de Trump, Pete Hegseth

O fanático Hegseth, ex-âncora da Fox News, em uma reunião no QG do Comando Sul, em que os vassalos latino-americanos convidados foram informados de que seus países serão devidamente “abraçados” em prol da defesa do “nosso perímetro de segurança imediato”, para evitar a tentação de aderirem ao “Sul Global” em detrimento das “relações norte-sul”, devidamente reconhecidas como colonialismo e imperialismo.

A efeméride aconteceu no dia 29 de março e tiveram o bom senso de não “convidar” o brasileiro Lula, o colombiano Petro ou a mexicana Scheinbaum; só luminares do porte do argentino Milei, do equatoriano Noboa e do salvadorenho Bukele estavam presentes.

O especialista em suásticas medievais, fitness para generais gordos e exortações à “letalidade” asseverou que o destino manifesto da América Latina é servir aos “interesses da pátria” (sic) – isto é, Wall Street, Big Oil, Big Techs e Complexo Industrial-Militar sobre o qual Eisenhower alertara.

“Quando adversários controlam portos ou infraestruturas em pontos estratégicos de estrangulamento para o comércio dos EUA e do hemisfério, como o Canal do Panamá ou instalações militares a poucos quilômetros da nossa costa, isso representa uma ameaça à pátria dos Estados Unidos e à paz neste hemisfério”, declarou Hegseht, evidenciando o pânico da elite norte-americana com sua decadência e com o fantástico desenvolvimento da China e de sua estratégia de relações ganha-ganha e futuro compartilhado para a humanidade.

“Os mesmos adversários que ameaçam nossa herança compartilhada também ameaçam nossa geografia compartilhada. Eles buscam substituir a histórica relação ‘Norte-Sul’ que sempre compartilhamos por uma espécie de novo ‘Sul Global’ que exclui os Estados Unidos e outras nações ocidentais, mas inclui potências não ocidentais e outros adversários”, vociferou.

“Ao sul do Equador, o outro lado desta grande vizinhança, fortaleceremos as parcerias por meio de uma maior partilha de responsabilidades”, uma cínica referência à redução das forças armadas dos países latino-americanos a meros caça-traficantes e à expansão de bases dos EUA pela América Latina. A “partilha de responsabilidades” inclui, ainda e especialmente, o acesso livre aos “recursos críticos”, as terras raras.

A reunião Hegseth-lacaios ocorreu depois da invasão e sequestro do presidente legítimo da Venezuela, Maduro, das operações de execução extrajudicial no Caribe/Pacífico e do bloqueio do petróleo a Cuba – além da insistência de Trump de fazer da Groenlândia, Canadá, Canal do Panamá e Venezuela os próximos “Estados dos EUA”. E quando dezenas milhares de latino-americanos são alvos de perseguição e deportação nos EUA.

Segundo ele, a “Grande América do Norte” fica acima das duas principais barreiras geográficas que existem nesta região: a Amazônia e a Cordilheira dos Andes.  “Trata-se de geografia básica que não ensinamos nas escolas com a frequência que deveríamos. E isso restaura nossas relações Norte-Sul, e precisamos acertar nesse ponto”. Naturalmente, aqueles que insistirem na própria soberania e desenvolvimento serão alvo de sanções e interferência indisfarçada de parte da ditadura norte-americana.

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