Para Lula, solução da dívida só com crescimento econômico

Foto: Reprodução

Lula está certo. Para melhorar a relação dívida pública/PIB (Produto Interno Bruto) só existe um caminho: o crescimento econômico.

E para crescer, o Estado precisa tomar a iniciativa e melhorar substancialmente as condições de vida do povo. A começar pelo aumento real do salário mínimo, pelo menos, até que seja capaz de sustentar a metade dos gastos de uma família de 4 pessoas.

Além, é claro, de oferecer educação de qualidade, com creche para todas as crianças, escola em tempo integral, aumento robusto nas vaga para universidade em cursos de engenharia, medicina e ciências naturais e, neste sentido, o programa “Pé de Meia” é fundamental, assim como o fortalecimento do SUS, com fim das intermináveis filas de espera, além da presença da União na Segurança Pública.

Também o fim da escala 6 x1 é da maior importância para o descanso, estudo ou complemento salarial.

Mas, tudo isso bancado pelo governo federal? Não! Essa é apenas a metade do problema. Do outro lado da balança estão os investimentos públicos do Estado na infraestrutura, na energia e em tecnologia de ponta (com especial atenção para a indústria da defesa). E mais, a proteção à indústria nacional e às riquezas nacionais.

Tem dinheiro para tudo isso? E por que não se fez estas propostas antes? Exatamente porque o período eleitoral é o mais propício para florescer os interesses do povo. É urgente seguir neste caminho. O povo não pode esperar mais do que já esperou.

O principal é ampliar a capacidade de consumo da população.

E, como diz a FIESP, é preciso despertar o espírito animal do empresariado, acelerar a busca pela inovação e o aumento da produtividade.

É simples assim: a oferta puxada pela demanda.

Onde buscar os recursos? Justamente onde estão sendo esterilizados. Nos bancos – que consomem mais de um R$ 1 trilhão de juros por ano do Estado – , com a redução expressiva dos juros, como quem controla uma sangria desatada.

O caminho sugerido pelo bolsonarismo – corte de R$ 300 bilhões por ano, não só na Previdência, mas também na Educação, na Saúde e na Segurança – só agrava a relação dívida PIB, pois reduz tragicamente o consumo, provoca a recessão e prejudica até o pagamento do serviço da dívida.

Novidade? Nenhuma. Já vivemos os dois lados da história. A exitosa experiência com Getúlio Vargas e o desastre, com o próprio Bolsonaro. Tão ruim que inconfessável ao público.

CARLOS PEREIRA

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