A segunda descoberta na Margem Equatorial amplia o conhecimento sobre o potencial exploratório da área, diz a estatal
A Petrobrás anunciou nesta sexta-feira (02) uma nova descoberta de petróleo no poço Morpho, o que caracteriza uma nova descoberta no bloco FZA-M-59, na Margem Equatorial. O poço está localizado a 175 quilômetros da costa do Amapá e em águas ultraprofundas, em lâmina d’água de 2.886 metros. Depois da identificação de petróleo na área, este é a segunda descoberta com grande potencial exploratório.
Em nota, a Petrobrás afirmou que a descoberta “amplia o conhecimento sobre o potencial exploratório da área e fornecerá informações adicionais para a avaliação dos sistemas petrolíferos e do potencial de recursos da Bacia Sedimentar da Foz do Amazonas”.
“A continuidade da operação da perfuração do poço, após a descoberta divulgada em agosto de 2026, teve o objetivo de avaliar intervalos exploratórios mais profundos e permitiu a realização dessa nova descoberta, identificada por meio de perfis elétricos, indícios em rocha e amostras de fluidos obtidos durante as operações”, ressalta a estatal.
Com potencial comparado ao pré sal, a exploração na Margem Equatorial pela Petrobrás é parte da estratégia da companhia de manter o Brasil autossuficiente na produção de petróleo e gás.
O processo para explorar a área começou em 2013, quando a britânica BP venceu a licitação do bloco. Em 2021, a Petrobrás retomou a área e recebeu do Ibama a licença para perfurar na região em outubro de 2025.
Apesar dos questionamentos sobre a segurança ambiental, a Petrobrás afirma que as operações na área são realizadas de forma “segura e com respeito ao meio ambiente e às pessoas”.
Um estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, estima que a Bacia da Foz do Amazonas pode ter até 10 bilhões de barris de óleo equivalente recuperáveis, considerando petróleo e gás natural. Para comparação, o Brasil encerrou 2025 com cerca de 70 bilhões de barris de petróleo em reservas provadas, prováveis e possíveis, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
De acordo com a Petrobrás, a atuação no bloco FZA-M-59, onde está localizado o poço Morpho, “está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia, visando à recomposição das reservas de petróleo e gás por meio da exploração de novas fronteiras, contribuindo para o atendimento à demanda energética do país”.










