O nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pode ser incluído pela Polícia Federal na lista prateada da Interpol para rastrear o dinheiro que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, enviou para a produção do filme “Dark Horse” nos Estados Unidos.
A PF também estuda a inclusão de Daniel Vorcaro na lista voltada para investigações de fluxos financeiros.
Flávio, que quer ser presidente da República, tentou esconder o caso e chegou a negar publicamente ter recebido dinheiro de Vorcaro.
No entanto, as mensagens reveladas pelo site The Intercept mostram que o senador negociou com Vorcaro o envio de R$ 134 milhões.
Os comprovantes, por sua vez, demonstram que pelo menos R$ 61 milhões foram efetivamente pagos.
Esse dinheiro serviria, supostamente, para que fosse produzido o filme “Dark Horse”. Somente os R$ 61 milhões já são superiores ao custo de produção do vencedor do Oscar “Ainda Estou Aqui” (Walter Salles, 2024).
A suspeita dos investigadores é de que esse dinheiro tenha sido utilizado para outros fins, como o custeio do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos EUA. Ele está morando no país e agindo para que os EUA imponham sanções contra o Brasil e as autoridades brasileiras.
O dinheiro foi parar no fundo chamado Havengate, que é controlado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro.
A lista prateada da Interpol é utilizada para facilitar ações de cooperação entre diferentes países na investigação de fluxos financeiros. A partir dela, os países conseguem localizar bens e ativos de investigados.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu um inquérito sobre o envio dos milhões de reais para fora do país e Flávio Bolsonaro está sendo investigado.











