Colocando em banho maria a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1 desde que ela chegou ao Senado, após aprovação pela Câmara dos Deputados, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, assumiu esta semana que pretende mesmo travar a tramitação do projeto ao manter o texto na Mesa Diretora, sem despachar para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e priorizando a votação de outras pautas.
Segundo o presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), ele continua sem informações sobre a data de envio da PEC à Comissão. Além disso, uma reunião entre Otto e Alcolumbre que estava prevista para esta semana, foi desmarcada pelo presidente do Senado.
Uma reunião de líderes para discutir a PEC, que costuma acontecer semanalmente, também não foi marcada pelo presidente do Senado.
Enquanto trava a proposta do governo apoiada pelas centrais sindicais e trabalhadores, Alcolumbre enviou à CCJ a PEC alternativa ao fim da 6×1, apresentada por senadores bolsonaristas, que já foi apelidada de PEC do Trabalho Escravo, e permite a contratação por hora trabalhada e jornada infinita.
Esta semana, senadores cobraram a tramitação da PEC que reduz a jornada de trabalho.
“O Senado precisa priorizar esse tema, que é, sim, uma prioridade do país, que se pretende grande, civilizado e desenvolvido, por trabalho digno e valorização dos trabalhadores e trabalhadoras assalariados”, afirmou a líder do PT no Senado, Teresa Leitão (PT-PE).
“É exigível que nós assim o façamos o mais breve possível, quiçá bem antes, até o final deste mês, das conclusões do nosso primeiro semestre, no dia 17 de julho”, destacou o senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB).
Outro que se manifestou, mesmo sendo da oposição, foi o senador Romário (PL-RJ), que afirmou: “Serei sempre favorável a qualquer medida que vise a garantir mais direitos aos nossos trabalhadores”, discursou na tribuna.











