Os presidentes nacionais do PP, do União Brasil e do Republicanos não estiveram na convenção estadual da federação União Progressista em São Paulo para manter distância de Flávio Bolsonaro (PL-SP).
Enquanto Flávio Bolsonaro foi ao evento, os dirigentes dos partidos alegaram ter outras atividades.
O filho “01” de Bolsonaro tenta desesperadamente uma aproximação com eles em busca de apoio à sua campanha para a Presidência. No entanto, só recebeu apoio da seção paulista da federação.
Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, está no Piauí.
Já Antonio Rueda, que dirige o União Brasil, foi ao Maranhão.
Eles deixaram de participar da Convenção Estadual da federação União Progressista, que reúne os dois partidos, por conta da presença de Flávio Bolsonaro.
A reunião oficializou o apoio dos partidos à candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao governo de São Paulo.
Diante dessa aliança, também é notável a ausência do presidente do Republicanos, Marcos Pereira, que cumpriu agenda no interior do Estado de São Paulo. O partido também pode ficar neutro no âmbito nacional.
O entendimento de Ciro Nogueira e Antonio Rueda é de que Flávio Bolsonaro tem feito movimentações para roubar vagas de candidatos que seriam do União Brasil ou do PP e repassá-las para candidatos do PL.
Flávio também não fez gestos ou deu declarações em apoio a figuras dos partidos nas últimas semanas.
O senador, que é pré-candidato à Presidência, tem caído nas pesquisas desde maio, quando foi revelada sua conversa pedindo R$ 134 milhões para Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. R$ 61 milhões foram pagos e pararam nos EUA, numa conta gerida pelo advogado de Eduardo Bolsonaro.
Segundo O Globo, Flávio fez ligações para Rueda e Ciro Nogueira para tentar estabelecer a aliança eleitoral. O candidato, no entanto, esperava poder conversar com os dirigentes presencialmente na convenção, o que não conseguiu.
Para o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, uma aliança com os partidos da federação União Progressista é “difícil”.










