Programa do governo Lula evitou a fuga de cérebros do país, diz Luciana Santos

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, presidente licenciada do PCdoB, disse que um programa de atração e fixação de talentos científicos, implementados pelo Ministério no governo Lula, evitou a fuga de cérebros do país.

“Conseguimos que mais de 2.500 cientistas voltassem para o Brasil ou fizessem desafios em rede fora do país”, declarou a ministra em entrevista ao Poder360, na quarta-feira (28). O programa, implementado de 2023 a 2026, é vinculado ao CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

Entre as ações do ministério citadas por Luciana estão, um edital para a aquisição de supercomputador em Macaíba (RN), na região metropolitana de Natal, e a compra de um computador quântico. Em relação à terras raras, citou patentes em separação e jazidas no Brasil, além de um edital com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) de R$ 5 bilhões para estimular o processamento de minérios no Brasil: “O que veio de demanda não só das universidades como da iniciativa privada foram R$ 85 bilhões. São R$ 80 bilhões a mais, o que revela que estão fervendo soluções e desafios”, ressaltou.

No que diz respeito à Inteligência artificial, Luciana citou o projeto SoberanIA, uma plataforma com base de dados (LLM) em português. “O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial está entre os 12 programas que a gente acrescentou no ano passado. O presidente [Lula] encomendou ao Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia o programa em 2024. Apresentamos o programa na Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia e estamos executando. Nós executamos mais de 64% do programa. Ele prevê R$ 25 bilhões de investimentos ao longo de cinco anos”, disse.

Na entrevista, Luciana Santos também ressaltou a importância de reduzir a dependência de tecnologias estrangeiras em áreas estratégicas, como as de terras raras, semicondutores, microchips, inteligência artificial. Segundo a ministra, “esse é o desafio que Lula tem repetido várias vezes”. De que “a gente não pode repetir os ciclos econômicos que caracterizaram a nossa história de desenvolvimento, que é sermos exportadores de matéria-prima e importadores de manufatura”.

“Queremos dominar todos os ciclos: desde a separação, extração, refinamento e os insumos que são muito decisivos para a economia contemporânea”, destacou.
Sobre o plano de metas para o Ministério, Luciana Santos enfatizou que trabalha para instituir um plano para cinco anos: “Isso significa botar orçamento e meta de execução da Estratégia Nacional de Ciência e Tecnologia”.

Ela citou ainda sobre a atuação do ministério no submarino de propulsão nuclear para proteção da costa marinha brasileira e no projeto Sirius, que consiste em um acelerador de partículas.  

“Isso vai possibilitar que o Brasil se antecipe às pandemias, porque vai manipular patógenos, vírus e fungos. No Brasil, por exemplo, a gente hoje não pode manipular ebola e vamos poder. Temos mais de 80% de dependência de radioisótopos, que é um insumo importante para medicamentos de câncer. Em sete anos, nós vamos nos tornar autônomos e ainda vamos exportar”, declarou.

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