A convenção estadual da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) do Rio de Janeiro, realizada no último sábado (1º), oficializou o apoio dos partidos à candidatura de Eduardo Paes (PSD) ao governo do Estado e marcou o início da mobilização das siglas para a campanha presidencial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Além de confirmar a aliança com Paes, a convenção homologou as nominatas para a Câmara dos Deputados, o Senado e a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Em seu discurso, Eduardo Paes destacou a importância da união entre PT e PSD para a disputa estadual. O encontro reuniu lideranças petistas e marcou o início da estratégia eleitoral do partido no estado para a campanha de reeleição de Lula.
Eduardo Paes reforçou sua proximidade política com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que pretende representar um ponto de apoio ao governo federal no Rio de Janeiro. O prefeito destacou a relação construída ao longo de sua trajetória política e declarou que considera Lula um aliado.
Durante seu discurso, Paes defendeu a unidade da chapa ao Senado e criticou a possibilidade de candidaturas alternativas dentro do mesmo campo político. O candidato afirmou que pretende concentrar apoio em nomes comprometidos com a composição formada por Benedita da Silva e Pedro Paulo.
Ao tratar dos desafios do estado, Paes apontou a segurança pública e o enfrentamento ao crime organizado como uma das principais prioridades para uma eventual gestão estadual. Ele defendeu mudanças administrativas e uma atuação integrada para lidar com o problema.
Pedro Paulo, indicado para uma das vagas ao Senado, destacou sua atuação na Câmara dos Deputados e mencionou participação em debates sobre propostas consideradas relevantes, como a discussão envolvendo a jornada de trabalho no modelo 6×1. Segundo ele, pautas relacionadas aos direitos trabalhistas enfrentam dificuldades durante a tramitação no Congresso.
A candidata do PT ao Senado, Benedita da Silva, defendeu o fortalecimento da bancada governista na Casa e afirmou que a atual composição conservadora dificultou a atuação do presidente.
Segundo ela, episódios como a rejeição do indicado de Lula ao Supremo Tribunal Federal demonstram a necessidade de eleger parlamentares alinhados ao projeto do governo federal.
Entre os nomes considerados prioritários pela Federação para a Câmara dos Deputados estão Benedita da Silva, Lindbergh Farias, Jandira Feghali, Reimont, Dimas Gadelha e Diego Quaquá. Já para a Alerj, a legenda prioriza as candidaturas de Adilson Pires, André Ceciliano, Dani Monteiro, Elika Takimoto, Marina do MST e Zeidan.
Durante o evento, também foi anunciado um ato pró-Lula para o dia 22 de agosto.
A escolha da data foi apresentada como um gesto político de enfrentamento ao bolsonarismo. Segundo o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), o dia foi escolhido por coincidir com o número eleitoral do candidato da oposição, Flávio Bolsonaro.
“É uma provocação mesmo. Escolhemos o dia 22 porque esse é o número do candidato da oposição, Flávio Bolsonaro”, afirmou Cavaliere.










