Os dirigentes do PT, PCdoB, PV, PSB, PDT, PSol e Rede defenderam a eleição do presidente Lula para a conquistar mais direitos sociais, o desenvolvimento econômico e a luta pela soberania do Brasil.
Os discursos foram apresentados na convenção nacional do PT, que confirmou Lula como candidato à reeleição, neste domingo (2). O presidente do PT, Edinho Silva, defendeu a unidade do campo democrático e progressista para a eleição, que terá impacto em toda a América Latina.
Os brasileiros irão “escolher entre o país do autoritarismo, do ódio, da intolerância, do negacionismo, do desmatamento, da fome, da corrida atrás de ossos, do entreguismo, do Brasil que vira as costas para o seu povo” e o “Brasil soberano, que luta pelos interesses do nosso país, pelas nossas riquezas naturais, do Brasil que quer desenhar um futuro para o nosso povo”.
Enquanto Lula representa “a construção de um Brasil de igualdade de oportunidade”, “investimento em ciência e tecnologia” e “transição energética”, Flávio Bolsonaro significa “exclusão social”, “negação da ciência” e “desmatamento”.
NÁDIA CAMPEÃO (PCdoB)
Nádia Campeão, presidente interina do PCdoB, chamou Flávio Bolsonaro de “traidor da pátria”, que “se apresenta como instrumento do imperialismo estadunidense, ávido por submeter o Brasil aos seus interesses e se apossar de nossas riquezas” e para “destruir o patrimônio nacional e os direitos do povo”.
“Inimigo da democracia igual ao pai, o naofascista já começou a atacar a soberania do voto popular, espalhando descrédito sobre as urnas eletrônicas”, denunciou.
Os democratas se uniram em torno da candidatura de Lula porque ele é “um grande líder que possui a experiência e o amor do povo, compromisso social e o respeito do mundo. Capaz não só de derrotar a extrema-direita, mas também de construir um futuro promissor para o povo brasileiro e uma esperança de paz para o mundo”.
Para a dirigente comunista, o governo Lula “cumpriu com sucesso” a tarefa de reconstrução nacional e “agora temos um alicerce para avançar no nosso projeto de Brasil. Para isso, o quarto mandato deverá realizar uma nova arrancada para o desenvolvimento, tendo como base a soberania nacional”.
Nádia Campeão defendeu que o Brasil fortaleça o “Estado para planejar e impulsionar a reindustrialização do país em novas bases tecnológicas, em que a riqueza produzida esteja a serviço de fortalecer a nação, elevar o bem-estar do povo e valorizar o trabalho”.
“Temos que realizar reformas estruturais e remover obstáculos, como a imposição de juros altos e a austeridade fiscal”, destacou.
JOÃO CAMPOS (PSB)
João Campos, presidente nacional do PSB e candidato ao governo de Pernambuco, exaltou a presença de Geraldo Alckmin na chapa, como candidato a vice-presidente: “traz equilíbrio, serenidade e a força necessária para a reconstrução e a reindustrialização do nosso país”.
“Juntos, Lula e Alckmin tiraram o Brasil do Mapa da Fome, colocaram o povo no orçamento, criaram o Pé de Meia, garantiram a menor taxa de desemprego da história, isentaram o Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, resgataram o Mais Médicos e agora avançam pelo fim da escala 6×1 para que o trabalhador e trabalhadora tenham mais tempo com a família”, sublinhou.
Para o ex-prefeito do Recife, Lula é “o lado da justiça social, do desenvolvimento do país soberano e do país que dá certo”.
CARLOS LUPI (PDT)
O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, comentou que “Lula representa um símbolo da luta pela democracia, pelo respeito à soberania popular, pela autodeterminação de cada povo”.
“Em um mundo tão conturbado, com guerra, com ódio vindo lá do Trump, alguns usando a bandeira americana em grandes manifestações no Brasil. E nós com Lula defendendo a pátria, a soberania nacional, o crescimento da nossa economia, a geração de emprego, melhoria de renda”, disse.
“Votar em Lula é votar na gente, com a gente, pela gente para continuar um Brasil soberano, autônomo, independente, uma opção definitiva pela pátria brasileira”, completou.
REYNALDO NUNES (PV)
O vice-presidente do PV, Reynaldo Nunes, falou em nome do presidente José Luiz Penna e disse que a reeleição de Lula “é fundamental para o povo brasileiro, especialmente as famílias de baixa renda”.
“A manutenção do governo assegura a estabilidade e a expansão de programas essenciais, como o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida e o reajuste real do salário mínimo”, acrescentou.
PAULA CORADI (PSOL)
A dirigente do PSol, Paula Coradi, disse que foi a unidade dos democratas “que impôs derrotas ao bolsonarismo e foi fundamental para eleger o presidente Lula em 2022. Essa mesma unidade vai nos levar à vitória em 2026”.
“Queremos um Brasil soberano, que não se entrega aos desmandos de qualquer nação estrangeira e nem pede benção a Trump”, defendeu.
Ela apontou que “derrotar de vez o fascismo, o bolsonarismo e a sua corja de golpistas exige que estejamos lado a lado”. Paula ainda defendeu o fim da escala 6×1, que dará aos trabalhadores “o direito sagrado ao descanso, ao lazer e à família”, e a taxação dos super-ricos.
PAULO LAMAC (REDE)
O presidente da Rede, Paulo Lamac, avalia que “a reeleição do presidente Lula é uma questão civilizatória”, tendo como objetivo “enfrentar a extrema-direita e superar o obscurantismo que já provocou tanto mal ao nosso país e à nossa população”.
Com uma vitória de Flávio Bolsonaro, os “retrocessos seriam pagos pelas famílias mais pobres do país”, disse.
Lula “é o único caminho para que nós possamos enterrar definitivamente a mazela da extrema-direita no Brasil e olhar com confiança e otimismo para um futuro que valorize a nossa soberania nacional e que nos dê condições de reduzir a pobreza e a miséria da população brasileira”.










