Refit, lavadora de dinheiro do PCC, destinou R$ 14 milhões para Ciro Nogueira

Senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP. Foto: Marcos Oliveira - Agência Senado

Bolsonarista também recebia mesada de R$ 500 mil do banqueiro ladrão, Daniel Vorcaro, e era o preferido para ser vice de Flávio Bolsonaro

A Refit, refinaria do Rio de Janeiro que é investigada ela Polícia Federal por lavar dinheiro para o PCC e o Comando Vermelho, destinou R$ 14 milhões para uma empresa da família do senador bolsonarista, Ciro Nogueira. O senador também recebia mesada de R$ 500 mil do dono do Banco Master.

Reportagem do Estadão revelou que o pagamento foi verificado no âmbito da investigação da Polícia Federal sobre um esquema de sonegação e corrupção do conglomerado do setor de combustíveis controlado por Ricardo Magro, que se encontra foragido nos Estados Unidos.

Na semana passada, a Operação Sem Refino, da Polícia Federal mirou o ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL) e expediu mandado de prisão contra Ricardo Magro, que está foragido. O nome dele foi incluído na lista de foragidos da Interpol.

O senador confirmou o pagamento mas nega irregularidades no repasse de R$ 14,2 milhões de um dos fundos ligados ao grupo Refit para sua família.

Em nota, o parlamentar diz que a transação é referente à venda de um terreno de 40 hectares com o propósito de construir uma distribuidora de combustíveis. Na nota, a assessoria ainda afirma que a empresa da família do senador atua no segmento imobiliário, e que, na época do negócio, a participação de Ciro era inferior a 1%.

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