O senador Romário anunciou sua saída do Partido Liberal (PL) e declarou apoio à candidatura de Eduardo Paes (PSD) ao governo do Rio de Janeiro. A decisão foi formalizada na sexta-feira (14), após cinco anos de filiação ao partido, e ocorre às vésperas do início oficial da campanha eleitoral de 2026.
Romário afirmou que a decisão foi amadurecida nos últimos meses e representa o encerramento de um ciclo político. Segundo o senador, a saída ocorreu de forma tranquila, sem rompimento com integrantes do PL. Ele também informou que, por enquanto, permanecerá sem partido e que não existem negociações em andamento para uma nova filiação.
Ao anunciar seu apoio, o senador afirmou que sua escolha foi motivada pela avaliação sobre os desafios enfrentados pelo estado. Para Romário, Paes reúne as melhores condições entre os candidatos para assumir o governo e enfrentar problemas que, segundo ele, permanecem sem solução há anos.
“Não precisamos concordar em tudo. Tenho minhas posições, o Eduardo tem as dele. O que pesa para mim é o Rio”, afirmou Romário ao justificar o apoio ao candidato do PSD.
A decisão representa uma mudança importante no cenário político do estado. Romário deixa justamente o partido que lançou Douglas Ruas como candidato ao governo do Rio. Ruas é presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e conta com o apoio do bolsonarismo na disputa.
O movimento também fortalece Paes em um momento de consolidação de sua candidatura. O ex-prefeito do Rio aparece na liderança das pesquisas e vem ampliando sua rede de alianças, inclusive com apoios de antigos aliados de Ruas e de lideranças da Baixada Fluminense.
Romário estava filiado ao PL havia cinco anos. Em nota, o senador disse ter “respeito pelo PL e pelas pessoas” com quem conviveu durante sua trajetória na legenda e classificou sua decisão como um passo tomado “sem briga” e “sem ressentimento”.
Apesar da saída, Romário afirmou que pretende manter o foco em seu mandato no Senado, que vai até fevereiro de 2031. Ele foi eleito para a Casa em 2022 e disse que seu compromisso com o Rio de Janeiro e com os eleitores está acima de escolhas partidárias.
Nos bastidores, aliados do senador avaliam que o movimento também pode ter relação com seus planos eleitorais para 2030, quando Romário poderá disputar novamente uma vaga no Senado. O PSD é apontado como um possível destino futuro, mas pessoas próximas ao parlamentar negam que existam conversas concretas com a legenda neste momento.











