Autoridades estão banindo bandeiras soviéticas, fitas de São Jorge, uniformes históricos e insígnias russas, durante as celebrações do Dia da Vitória em Berlim e demais cidades alemãs, com a derrota do nazismo pela União Soviética. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, criticou a decisão, chamou de “vergonha” e responsabilizou o chanceler alemão Friedrich Merz.
“Mais uma vez, não há outra forma de chamar essa política que não seja vergonha. É um deboche à memória de milhões de vítimas do nazismo”, disse a porta-voz. Acrescentando que as comemorações do 8 de maio são celebradas na Rússia e na Alemanha.
“É uma profanação, uma hipocrisia, algo repugnante”, disse. No mês passado ela criticou países do ocidente que pensam que “a vitória soviética na 2ª Guerra Mundial foi acidental e inadmissível. Eles acham que agora é a hora de corrigir esse acidente, ou um erro, na sua visão”.
Zakharova também acusou as autoridades alemãs de imporem “tentativas cínicas e imorais” de reescrever a história “em favor de uma conjuntura política russofóbica”.
Moscou já alertou várias vezes da ressurgência da ideologia nazista na Europa, denunciando inúmeras marchas da extrema-direita em países bálticos, que descaradamente fizeram homenagens a veteranos nazistas da Waffen SS.
Também vem denunciando as celebrações na Ucrânia do colaborador nazista, Stepan Bandera, um colaboracionista ucraniano, que chefiou o fascista Exército Insurgente Ucraniano, massacrando milhares de judeus e poloneses na 2ª Guerra Mundial.
Rússia condena censura da Alemanha contra símbolos soviéticos nas comemorações do Dia da Vitória em Berlim










