Russos libertam a estratégica cidade de Konstantinovka no Donbass

Konstantinovka amanhece livre do regime nazista de Zelensky (Min. Defesa da Rússia)

As Forças Armadas da Rússia libertaram a estratégica cidade de Konstantinovka, localizada na República Popular de Donetsk e que faz parte do último reduto de fortalezas do regime ucraniano no Donbass, o cinturão Slaviansk-Kramatorsk. Os russos conseguiram assumir o controle da cidade após meses de intensos combates.

O anúncio foi feito Ministério da Defesa da Rússia nesta sexta-feira (3) e, para analistas, reflete o colapso da frente oriental ucraniana.

Centro industrial com 80 mil habitantes antes da guerra e importante entroncamento ferroviário, Konstantinovka faz parte da conurbação que se estende até Slaviansk, passando por Druzhkovka e Kramatorsk, transformadas sob orientação da Otan, ao longo de uma década, em cidades-fortalezas ditas inexpugnáveis.

O que significa que a libertação do Donbass está entrando na reta final. Liberadas as outras três cidades, não haverá mais obstáculo notável até alcançar o rio Dnieper, fronteira natural. Faltam menos de 8% da área total do Donbass, sendo que a República Popular de Lugansk já está totalmente livre dos herdeiros do colaboracionista de Hitler, Stepan Bandera.

A perda da cidade enfraquece significativamente a logística e o suprimento das forças ucranianas em toda a zona de combate da frente oriental. Por servir como corredor logístico e entroncamento ferroviário, permitia às tropas ucranianas manter coordenação e abastecimento contínuos.

Segundo o agrupamento de tropas russas Yug (“Sul”), Konstantinovka representa “um ponto de inflexão decisivo para a libertação de toda a aglomeração de Kramatorsk-Slaviansk”.

Na véspera da tomada da cidade e diante do rápido avanço das forças russas, o regime de Kiev iniciou a “evacuação forçada” de importantes empresas industriais localizadas em Druzhkovka, Slaviansk e Kramatorsk.

CERCO FECHADO

Ao jornal Vzygliad, um comandante russo relatou que a etapa mais difícil havia sido “a ruptura da primeira linha de defesa inimiga” e a destruição dos postos de comando de drones e das rotas de abastecimento. Além disso, no denso ambiente urbano de Konstantinovka a tática do regime de Kiev de “cortina de drones” se mostrou ineficaz para deter os russos.

Ao invés de um ataque frontal, funcionou a tática de cercar e interromper a logística inimiga, com o isolamento de Konstantinovka concluído no final de junho e o reabastecimento de munição e comida das unidades ucranianas dependendo de drones pesados.

Após a perda de duas grandes fábricas em Konstantinovka, o sistema defensivo ucraniano acabou dispersado pelas áreas residenciais – para um sistema de bunkers pré-instalado. Nos últimos dias, as guarnições desses bunkers em Konstantinovka começaram a se render em massa.

ROUPAS CIVIS

Militares ucranianos misturaram-se aos moradores, vestindo roupas civis, na tentativa de escapar. Segundo relato da RTBrasil, “O comando ucraniano, por sua vez, não teria emitido ordens de retirada, apesar do avanço das forças russas, obrigando os soldados a permanecerem em suas posições até o fim, sem receber alimentos nem água.”

Na entrevista no dia 28 de junho do presidente Putin ao jornalista Pavel Zarubin, ele assinalara que “96% da cidade está em nossas mãos”, e desde então estava em execução uma operação de limpeza dos remanescentes das tropas ucranianas em Konstantinovka.

De acordo com o relato do jornal Izvestia, na primavera de 2025 as tropas russas se aproximaram dos limites da cidade, avançando para sudeste e até o final do ano passado metade de Konstantinovka já passara ao controle russo.

No início de 2026, operações russas já haviam isolado os principais centros logísticos das tropas ucranianas e destruído um depósito de munições do regime de Kiev, com os combates se deslocando para o controle da estação ferroviária e depois tomada do centro histórico.

A libertação de Konstantinovka, poucos dias após os 85 anos do início da Operação Barbarrossa – a invasão da União Soviética por Hitler – e da “Grande Guerra Patriótica”, ocorre em meio a ataques terroristas do regime Zelensky contra alvos civis e refinarias dentro da Rússia, o requentamento da campanha de que “a Ucrânia está vencendo” e que é a Rússia – e Putin – que estão prestes a colapsar e repetidas conclamações aos europeus por parte de “líderes” do porte de Macron, Starmer e Merz, todos recordistas de impopularidade em seus respectivos países, pela guerra contra a Rússia “até 2030”.

TERROR DESDE KIEV

Quanto aos atos terroristas desencadeados pelo regime de Kiev, contra dormitórios de estudantes e ônibus de passageiros, Putin recentemente destacou que “são incapazes de influenciar os eventos que ocorrem na frente de batalha, na linha de contato onde, como já disse, as tropas russas estão libertando uma população após a outra, um território após o outro.” Zelensky prometeu “40 dias de fúria”. A Rússia respondeu com o maior ataque contra alvos militares e fábricas militares em Kiev, com 11 horas de ondas de drones e mísseis.

Sobre os “ultimatos” europeus e propostas “pacíficas” para deter o avanço russo e rearmar a Ucrânia – como confessaram ter feito com os acordos de Minsk e, antes, com o acordo França-Polônia-Yanukovych -, Putin alertou que “não está nos nossos planos salvar o exército ucraniano” e que qualquer acordo deve levar em consideração o acordo de Instambul de 2022, o entendimento de Anchorage e, principalmente, os fatos no terreno.

Na entrevista que concedeu ao jornalista Pavel Zaburin, Putin detalhou outros avanços das tropas russas. Em Krasny Liman, um dos maiores entroncamentos ferroviários da antiga União Soviética, apenas 149 das 11.000 casas ainda precisam ser “desocupadas”. “Na margem esquerda do rio Oskol, bloqueamos, de forma eficaz e praticamente intransponível, um grupo heterogêneo de inimigos com cerca de 5.000 homens. Eles estão encurralados junto ao rio.” Tropas russas estão a cerca de 10,5 km da capital regional de Sumy.

“O 3º Exército do Grupo Sul está avançando em bom ritmo em direção à cidade de Slavyansk e já entrou na vila de Nikolayevka. Slavyansk fica a aproximadamente 8-9 quilômetros de distância. A ofensiva está progredindo com sucesso em 15 setores. Nossas tropas estão avançando nessa direção diariamente.”

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