Os ferroviários das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM decidiram manter a greve em assembleia realizada na noite desta terça-feira (4). Conforme a categoria, o Governo de São Paulo não apresentou uma proposta oficial que garanta a manutenção dos empregos dos trabalhadores afetados pela concessão das linhas à iniciativa privada.
A paralisação, organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB), teve início à meia-noite de terça-feira (4).
Além da garantia dos empregos, aos trabalhadores, a entidade mantém as críticas ao processo de privatização das linhas e defende a retomada definitiva da operação pela CPTM. Na avaliação do sindicato, as falhas registradas desde o início da concessão demonstram a precarização do serviço prestado à população.
“A exigência é que continuamos sendo contra a privatização. Precisamos de garantia dos empregos dos trabalhadores da CPTM”, disse Luiz Barbosa Neto Júnior, presidente do sindicato, na assembleia.
As manifestações de repúdio à privatização do transporte se intensificaram nas últimas semanas, após o incêndio em um trem, que paralisou a operação das linhas no final de julho. A decisão do governo de convocar os funcionários da CPTM para assumirem a operação das linhas após o acidente, por 90 dias, sem garantia de emprego, levou a categoria a deflagar a greve.
Durante o primeiro dia da paralisação, o governador Tarcísio de Freitas afirmou que a greve teria “motivação político-partidária”. A declaração foi rebatida pelo sindicato, que divulgou uma nota oficial defendendo a legitimidade do movimento.
Uma nova assembleia foi convocada para esta quarta-feira, às 17h, mas segundo o sindicato, o fim da greve pode ser antecipado caso o governo estadual apresente uma resposta às reivindicações do movimento.










