Desgaste afastou aliados importantes. Michelle mandou vídeo onde só falou uma vez no candidato. Milei gritou palavrões e culpou os outros pelo desastre que está causando na Argentina
A candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República foi lançada neste sábado em São Paulo sem vice e sem alianças. Onde faltaram lideranças políticas havia muitos cabos eleitorais uniformizados que brigaram e arrumaram muita confusão na entrada do evento.
O desgaste da candidatura, que se acentuou após o flagrante do pedido de dinheiro a Daniel Vorcaro, dificultou a aproximação de outros partidos. A federação formada por PP e União Brasil e o partido Republicanos vêm indicando que preferem se manter neutros. O prazo para definição das chapas termina em 5 de agosto. Até agora, Flávio está com “meia chapa”.
O apoio de Flávio ao tarifaço de Trump contra os produtos brasileiros também ajudou a isolar sua candidatura e a afastar aliados e apoiadores. Pesquisas mostraram uma queda na intenção de votos no candidato fascista. As pesquisas mostram também que a maioria dos brasileiros rejeita os ataques do governo brasileiro ao PIX. O fato de Flávio Bolsonaro ter admitido negociar o fim do sistema de pagamento gratuito a pedido de Trump ajudou também a afundar sua campanha.
Nem a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, participou da convenção. Depois de denunciar que Flávio a havia apunhalado pelas costas e a desrespeitado, Michelle arrumou uma desculpa e mandou um vídeo. Ela foi pressionada a declarar apoio ao enteado e por isso mandou o vídeo. Ela fez isso, mas em sua mensagem citou apenas uma vez o nome de Flávio.
Na gravação, Michelle defendeu maior participação feminina na política, afirmou que as eleições serão decididas pelo trabalho de lideranças locais para conquistar os eleitores indecisos e desejou sucesso ao senador, na única vez em que citou Flávio Bolsonaro em seu discurso.
O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos conspirando contra o Brasil, mandou um vídeo defendendo impunidade para os golpistas do 8 de janeiro. “Vamos vencer essa eleição, soltar Bolsonaro e anistiar os presos de 8 de janeiro”, disse. “Não há mais tempo para ego, projeto pessoal. É Flávio Bolsonaro eleito”, disse. Eduardo acaba de receber de Trump o Green Card e, agora, ele não só é um traidor do Brasil, como se tornou também um cidadão norte-americano.
Carlos Bolsonaro, que, com o desgaste do bolsonarismo na capital fluminense, abandonou o cargo de vereador no Rio de Janeiro e se mudou para Santa Catarina, também mandou mensagem de apoio ao irmão. Até o presidiário foi agraciado cm um discurso criado por inteligência artificial para saudar o candidato e reclamar da prisão.
Presença física de familiares só a mãe de Flávio. Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio e ex-esposa de Jair Bolsonaro estava entre os presentes à convenção. Rogéria foi indicada como primeira suplente de Márcio Canella (União Brasil), que chegou a ser preso na Operação Unha e Carne, na disputa pelo Senado no Rio de Janeiro.
Como anfitriões, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, tiveram que comparecer fisicamente. Em discurso, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou que quem atuar contra a candidatura de Flávio estará contrariando uma orientação de Jair Bolsonaro.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que “Flávio está aqui não pelo sobrenome” e que família é algo sagrado. Tarcísio disse que a esperança está com Flávio, “uma pessoa que vai honrar o pai e o legado” e será “o maior presidente da história”. Tarcísio também havia manifestado desconforto com as últimas denúncias de ligações de Flávio com o escândalo do Banco Master.
Sem apoios internos expressivos para o ato de lançamento de sua candidqtura, Flávio Bolsonaro foi buscar aval no também bajulador de Trump, o argentino Javier Milei, o destaque da convenção. Ele afundou a economia argentina, fez disparar o desemprego no país vizinho e veio dar conselhos a Flávio .O argentino disse confiar no senador para também “parar a máquina socialista”. Milei encerrou sua fala repetindo o seu bordão: “Viva la libertad, carajo”.










