Os trabalhadores da Sabesp aprovaram uma ampla mobilização em todas as regiões do estado de São Paulo, com atos e protestos, para reforçar as negociações da Campanha Salarial que vem sendo discutida entre o Sindicato dos Trabalhadores em água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema) e a empresa.
A mobilização ocorre após o encaminhamento da pauta da categoria e as duas mesas iniciais de negociação da Campanha Salarial, onde os diretores do sindicato deixaram claro que não abrirão mão “da defesa das conquistas históricas da categoria, da ampliação de direitos, e valorização real dos trabalhadores e trabalhadoras”.
Durante a assembleia, o presidente do Sintaema, José Faggian, enfatizou que, “neste ano, a categoria enfrenta uma negociação do Acordo Coletivo de forma integral com uma empresa agora sob gestão privada, em um contexto marcado por retrocessos”. O presidente informou ainda que, mesmo nessas circunstâncias, “já na primeira reunião foi garantido um ponto fundamental: o reconhecimento da data-base da categoria”.
Informando sobre a segunda rodada de negociação, Faggian foi enfático ao afirmar que a proposta apresentada pela empresa “está longe de atender às reivindicações da categoria”. Entre as medidas apresentadas está reajuste zero para o período de 2026-2027.
As propostas também foram rejeitadas pelo Sindicato dos Urbanitários de Santos (Sintius). Segundo a entidade, “mesmo diante de um cenário de pressão inflacionária, a empresa propõe zero reajuste salarial frente ao índice acumulado entre 2025 e 2026, ignorando completamente a recomposição das perdas inflacionárias e impactando diretamente o poder de compra dos trabalhadores. Trata-se de um ataque direto ao sustento das famílias e à dignidade da categoria”, afirma.
“Outro ponto grave é a tentativa de retirada da gratificação de férias prevista no ACT vigente”, denuncia o sindicato. “A proposta da empresa é eliminar esse benefício adicional conquistado em acordo coletivo e manter apenas o pagamento do 1/3 constitucional, garantido pelo Artigo 7º, inciso XVII da Constituição Federal. Na prática, isso representa uma redução direta na remuneração dos trabalhadores durante as férias, evidenciando o desrespeito da empresa com direitos historicamente conquistados pela categoria”.
A entidade afirma que os trabalhadores “já demonstram disposição para a mobilização e não descartam a construção de uma greve caso a empresa mantenha essa postura intransigente”.











