Volume de serviços sobe 0,1% em fevereiro, diz IBGE

Transporte rodoviário de carga cresceu 0,9%. (Foto: Gervasio Baptista/Agência Brasil)

Destaque foram as atividades de informação e comunicação e transporte rodoviário de carga. Serviços prestados às famílias cresceram 1,4%

O volume de serviços em fevereiro teve um aumento de 0,1% sobre o resultado de janeiro, na série com ajuste sazonal. Em relação a fevereiro de 2025, o setor de serviços cresceu 0,5%, segundo Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada, nesta terça-feira (14), pelo IBGE.

No acumulado de janeiro e fevereiro sobre o mesmo período do ano passado teve um crescimento de 1,9%. No acumulado nos últimos doze meses a variação foi de 2,7%, reduzindo o ritmo de expansão frente ao acumulado até janeiro que foi de 3,0%.

A variação de 0,1% no volume de serviços foi influenciada pelas altas nas atividades de Informação e Comunicação (1,1%), com destaque para Serviços de TI e Transportes (0,6%), influenciado pelo transporte rodoviário de cargas (0,9%). A terceira atividade, também positiva, foi a de serviços prestados às famílias (1,4%), recuperando da perda de 0,5% registrada em janeiro.

As outras duas das cinco atividades pesquisadas tiveram variação negativa. Os serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,3%) registraram a terceira taxa negativa seguida, período em que acumulou uma perda de -0,7%. Também no campo negativo, os Outros Serviços (-0,4%) devolveram parte do ganho observado no mês anterior (3,6%). O desdobramento completo da pesquisa é de 166 serviços investigados e em fevereiro contou com crescimento em 44,6% deles

“Os serviços de Informação e Comunicação foram os que mais influenciaram o resultado na variação contra o mês imediatamente anterior e na variação contra o mesmo período do ano passado. Esse protagonismo do setor de informação e comunicação vem se consolidando desde o período pós-pandemia, influenciando o ritmo do setor de serviços como um todo”, disse o analista Luiz Carlos de Almeida Junior.

Apesar da carga contra o crescimento da economia, especialmente o consumo, que o Banco Central (BC) promove, mantendo a Selic, taxa básica de economia, em níveis exorbitantes, ou os atuais 14,75%, a pretexto de controlar a inflação, o setor de serviços tem conseguido algum crescimento, provavelmente inferiores aos que obteria não fosse a trava dos juros altos.

Com os resultados de fevereiro, “o setor de Serviços encontra-se no patamar recorde da série histórica, 20% acima de fevereiro de 2020 (pré-pandemia). Frente a fevereiro de 2025, o volume de serviços cresceu 0,5%, seu 23º resultado positivo consecutivo” destaca a PMS do instituto.

Regionalmente, em fevereiro, 13 das 27 unidades da federação assinalaram expansão no volume de serviços, na comparação com o mês imediatamente anterior, a despeito da ligeira variação positiva observada no resultado do Brasil (0,1%).

“O Rio de janeiro tem destaque positivo na comparação de fevereiro contra janeiro de 2026, em que cresce 1,0%. Este resultado está ligado a um aumento nos serviços audiovisuais, atividades jurídicas e de edição. Já São Paulo tem destaque negativo com uma queda de -0,4%, ligados à uma queda no volume de seleção de mão-de-obra, transporte aéreo e Serviços de TI”, assinala Almeida Junior.

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