Nunca ficou tão claro que estamos diante da escolha entre o avanço com Lula rumo a um país soberano e desenvolvido e o retrocesso à barbárie bolsonarista, à corrupção desenfreada e à vassalagem que quer o Brasil como colônia dos EUA
Os últimos acontecimentos vinham reforçando bastante as provas da ligação de Flávio Bolsonaro com o crime organizado, as milícias e a corrupção do Banco Master. Agora, com a viagem aos Estados Unidos para pedir uma intervenção militar de governo Trump no Brasil, fica evidente também que, além de tudo isso, ele é um serviçal e um traidor da pátria.
As ligações de Flávio com as milícias já eram antigas. Ele homenageou, quando era deputado estadual no Rio, um criminoso profissional, Adriano da Nóbrega, chefe de milícia e criador do Escritório do Crime, uma espécie de central de assassinatos por encomenda das milícias do Rio de Janeiro. Mais do que isso, ele empregou a mãe e a mulher do miliciano em seu gabinete na Alerj.
Especialistas, entre eles o promotor Lincoln Gakiya, do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) e do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e profundo conhecedor do PCC, interpretam que o pedido de Flávio Bolsonaro para que Trump se intrometa no Brasil e leve os casos das facções para o âmbito da CIA – e com isso torne tudo supersecreto – visa dificultar o combate da Polícia Federal ao crime organizado no Brasil.
Depois vieram à tona fatos que revelaram que Flávio Bolsonaro tem ligações com o crime organizado, particularmente com a facção criminosa Comando Vermelho (CV). Quatro nomes de políticos ligados a ele foram presos por trabalharem para o CV. São eles, o ex-vereador bolsonarista TH Joias, Rodrigo Bacellar, ex-presidente do legislativo do Rio e preferido de Flávio e de sua família para disputar o governo do estado, o ex-secretário de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca, e o ex-Secretário Estadual de Esportes do Rio de Janeiro, Alessandro Pitombeira Carracena. Todos indicados por ele e todos presos por atuarem para o CV.
Mais recentemente ainda, ficou explicitado também que Flávio tinha ligações profundas com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Ele foi flagrado pedindo R$ 134 milhões ao banqueiro ladrão, que deu um golpe de mais de R$ 50 bilhões no país e está preso. O áudio, revelado pelo site Intercept Brasil, mostra Flávio íntimo do banqueiro e pedindo dinheiro para fazer um filme de campanha sobre seu pai. Ele jurava de pés juntos que nunca tinha falado com Vorcaro. A revelação da conversa fez sua campanha ao Planalto desmoronar.
A viagem aos Estados Unidos para pedir que Trump se meta nos assuntos internos de segurança do Brasil mostrou que, além de ligado às milícias, ao crime organizado e à corrupção do Banco Master, Flávio é também um grande traidor da pátria.
É certo que ele e o restante da família, já tinham traído o Brasil no episódio do início do ano, em que Trump impôs sobretaxas aos produtos brasileiros. Ele e os demais bolsonaristas aplaudiram o presidente dos EUA e ainda pediram mais sanções contra a economia brasileira. Mas essa sua subserviência de agora passou de todos os limites, porque ele foi aos EUA pedir que o governo Trump promova ataques ao Brasil como ele fez na Venezuela. Trump usou o pretexto de declarar organizações criminosas da Venezuela como terroristas para invadir o país, sequestrar seu presidente e roubar o petróleo venezuelano.
E isso é muito grave, porque Trump já deixou claro que está de olho nas terras raras brasileiras e em outras riquezas do Brasil. Soma-se a isso o fato de que Flávio já tinha ido recentemente ao Texas, num encontro de fascistas e membro da Ku Klux Klan (KKK), e prometido ao presidente americano que, se eleito, entregaria todas as terras raras brasileiras que ele quisesse. Ou seja, um invertebrado completo.
Como dizem alguns analistas políticos, nunca ficou tão claro para os brasileiros que o que está em jogo nas próximas eleições presidenciais é a disputa entre um projeto nacional e democrático de desenvolvimento, liderado pelo presidente Lula, e pelas forças patrióticas, e, de outro lado, um bando de bajuladores, corruptos e entreguistas, que estão ligados e protegem o crime organizado no Brasil e que querem transformar o país num quintal dos Estados Unidos.
SÉRGIO CRUZ











