O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, voltou a criticar nesta quinta-feira (6) a política de privatizações e concessões do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Durante agenda em Iguape, no Vale do Ribeira, o petista afirmou que o Estado vive um momento difícil e declarou que, caso seja eleito, pretende revisar os contratos firmados pela atual gestão.
A declaração ocorreu após Haddad comentar o fim da greve dos trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). O movimento foi encerrado após um acordo entre os ferroviários e o governo estadual, em meio à transferência das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade para a iniciativa privada.
“Todas as privatizações do Tarcísio estão dando errado”, afirmou Haddad. Segundo o candidato, os problemas registrados em diferentes serviços públicos seriam consequência da política adotada pelo atual governo.
Haddad citou a privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), a concessão das linhas da CPTM e o sistema de cobrança automática de pedágios, conhecido como free flow.
“A Sabesp está dando muito errado. A CPTM teve que voltar atrás depois do incêndio em vagões de trem, colocando em risco a vida de dezenas de pessoas”, declarou.
O petista também criticou o adiamento da implantação do free flow nas rodovias paulistas. O sistema, que prevê a cobrança de pedágio sem a necessidade de praças físicas, teve a implementação adiada para 1º de janeiro de 2027. Haddad afirmou que a mudança poderá gerar custos ao Estado.
“O free flow teve que ser adiado para 1º de janeiro de 2027, inclusive com a necessidade de indenizar a concessionária com dinheiro dos paulistas”, disse.
REVISAR CONTRATOS
Durante a declaração, Haddad afirmou que pretende analisar os contratos de privatização e concessão assinados pelo governo Tarcísio caso assuma o Palácio dos Bandeirantes.
“Tudo isso precisa ser revisto com cuidado. Os contratos leoninos contra o Estado de São Paulo, assinados pelo Tarcísio, eu vou rever”, afirmou.
A crítica coloca a política de desestatização no centro da disputa eleitoral pelo governo paulista. Tarcísio tem defendido a participação da iniciativa privada na prestação de serviços e na operação de ativos públicos como uma das marcas de sua gestão.
A transferência das linhas 11, 12 e 13 da CPTM para a concessionária Trivia Trens, por exemplo, ocorreu em julho. Pouco depois, trabalhadores do sistema entraram em greve, reivindicando garantias relacionadas às condições de trabalho e ao processo de concessão.
A paralisação terminou nesta semana após negociação com o governo estadual. Haddad afirmou ter ficado satisfeito com o fim do movimento, mas aproveitou o episódio para reforçar suas críticas à estratégia de privatizações e concessões adotada pelo governador.











