Trump chantageou Brasil para favorecer bandidos e traidores da pátria. Lula rejeitou pressão

Flávio Bolsonaro (Foto: reprodução de redes sociais e Agência Senado)

Intenção de Trump era se intrometer nos assuntos do Brasil e proteger o bolsonarismo golpista. Queria também desligar o pais de seus principais parceiros comerciais, entre eles a China

O governo de Donald Trump exigiu que “dissidentes políticos”, leia-se bandidos condenados pela Justiça, entre eles Jair Bolsonaro, fossem autorizados a participar das eleições presidenciais de 2026, no Brasil. O fascismo americano achou que iria submeter e humilhar o Brasil.

Esta foi a condição apresentada pelo ditador americano para reduzir as tarifas impostas contra produtos brasileiros. De acordo com negociadores brasileiros, o tema jamais prosperou, já que foi considerada como inaceitável como base de uma tratativa com o governo Lula.

Esta foi uma das propostas enviadas ao governo Lula, ainda em 2025 e que lista 21 exigências ao país. A informação foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo. No documento, exigia-se ainda que pessoas que tivessem supostamente sido “arbitrariamente detidas” pudessem ser soltas para participar do pleito. Ele refiria-se diretamente a Jair Bolsonaro.

Naquele momento, Trump falava abertamente sobre uma ofensiva que estaria ocorrendo para julgar Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. O gesto foi considerado como uma ingerência na política doméstica nacional e o Brasil não cedeu.

O governo ainda deveria se comprometer a “não realizar prisões ou limitar a participação no processo eleitoral por parte de dissidentes políticos”. A intromissão foi considerada uma afronta à soberania brasileira. O documento, de outubro de 2025, acabou sendo abandonado e o chanceler Mauro Vieira indicou que o Brasil não iria sequer debater essas propostas.

As tarifas de 50% colocadas sobre produtos nacionais ainda poderiam ser retiradas se o Brasil aceitasse comprar aviões da Boeing, exigência que também tinha sido feita pelos EUA para fechar um acordo comercial com o Reino Unido e outros países.

Nas 21 exigências, os EUA também pediam que o Brasil se comprometesse a informar sobre todos os embarques de terras raras destinadas para a China. Trump exigia também que o Brasil barrasse investimentos chineses no setor de terras raras e minérios, além de abrir de forma plena o mercado nacional para bens americanos, como forma de chantagear por uma eventual redução nas tarifas que poderiam impor sobre o Brasil.

Os americanos exigiam que políticas digitais consultassem, primeiro, as empresas americanas. Também queriam compromissos radicais do país em setores como plataformas, carros e produtos industriais. Para observadores, o gesto era uma espécie de chantagem. Ou o Brasil se alinhava aos EUA, ou seria punido. Segundo diplomatas, a aceitação da proposta de 2025 seria uma “capitulação” do sistema político, da soberania e da Justiça do Brasil.

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