Ditador norte-americano é alvo de fortes vaias na final da Copa do Mundo

Gianni Infantino e Donald Trump na final da Copa do Mundo — Foto: REUTERS

O presidente dos EUA, Donald Trump, foi recebido com sonoras vaias nos momentos em que apareceu no telão do MetLife Stadium, em Nova Jersey, e quando desceu ao campo, momentos antes da cerimônia de premiação da final da Copa do Mundo de 2026. 

O episódio ocorreu diante de mais de 80 mil torcedores e rapidamente repercutiu nas redes sociais. Tamanhas as vaias que nem mesmo o aumento do som do estádio foi capaz de impedir o público da TV de ouví-las.

As manifestações de desaprovação voltaram a ocorrer durante a entrega das medalhas e da taça ao campeão mundial. Trump participou da cerimônia ao lado do presidente da FIFA, Gianni Infantino, e permaneceu em evidência durante o levantamento do troféu, protagonizando uma cena que também gerou repercussão mundial.

O ambiente de rejeição ao presidente americano acontece após semanas de críticas ao governo dos Estados Unidos durante a realização da Copa. Organizações de direitos civis, torcedores e parte da imprensa internacional apontaram que a política migratória da administração Trump criou um clima de insegurança para visitantes estrangeiros.

Ao longo do Mundial, o governo intensificou operações do Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira (ICE), ampliando ações contra imigrantes em diversas cidades-sede. As operações provocaram temor entre comunidades estrangeiras, geraram protestos e levantaram preocupações entre torcedores que viajaram ao país para acompanhar a competição.

Além da política migratória, a administração Trump também foi alvo de críticas por episódios envolvendo delegações participantes. A seleção do Irã enfrentou dificuldades relacionadas à entrada e à circulação de integrantes da delegação nos Estados Unidos em meio às tensões diplomáticas entre os dois países. O caso obrigou a equipe iraniana a concentrar sua base de operações no México e realizar deslocamentos apenas para as partidas disputadas em território americano.

Durante o torneio, também houve questionamentos sobre a influência política exercida pelo governo americano em assuntos ligados à competição. Entre os episódios mais comentados esteve a manifestação pública de Trump sobre decisões de arbitragem envolvendo a seleção dos Estados Unidos, aumentando as críticas de que a política havia invadido um evento tradicionalmente tratado pela FIFA como neutro.

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