Unica e Bioenergia repelem acusações dos EUA contra etanol brasileiro

"Etanol brasileiro é reconhecido internacionalmente para a descarbonização dos transportes", afirmam. (Foto: Divulgação)

Entidades manifestam “confiança de que o governo brasileiro seguirá conduzindo esse processo com responsabilidade, firmeza e competência diplomática, em defesa dos interesses estratégicos do país”

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) e a Bioenergia Brasil rebatem, por meio de nota, o questionamento apresentado pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) a respeito do acesso do etanol americano ao mercado brasileiro.

“A tarifa aplicada pelo Brasil ao etanol importado segue a Tarifa Externa Comum do Mercosul e não constitui uma medida direcionada especificamente aos Estados Unidos”, afirmam as entidades, que prosseguem.  

“Cabe ainda ressaltar que os Estados Unidos mantêm há décadas políticas de proteção ao açúcar, por meio de um sistema de tarifas proibitivas e cotas que limitam as exportações brasileiras para o mercado norte-americano a um volume que representa menos de 1% das exportações totais do Brasil”.

As entidades protestam contra a intenção do governo de  Donald Trump de impor uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. O novo ataque à economia e à soberania brasileira ocorre dias após visita do entreguista Flávio Bolsonaro à Casa Branca.  

Trump acusa o Brasil de adotar práticas comerciais desleais contra EUA, com o objetivo de fazer o país ceder aos interesses de empresas estadunidenses – como as de etanol (à base de milho) e as de pagamentos eletrônicos – a exemplo das operadoras de cartão de crédito –  que vêm perdendo espaço para o brasileiríssimo Pix (que está entre as formas de transferência e pagamento instantâneo mais avançadas do mundo). 

A entidade afirma, ainda, que “o etanol brasileiro é reconhecido internacionalmente como uma das soluções mais eficientes para a descarbonização dos transportes, combinando baixa intensidade de carbono, critérios robustos e auditáveis de sustentabilidade e contribuição efetiva para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Trata-se de um combustível alinhado às principais agendas globais de transição energética, segurança energética e desenvolvimento sustentável”.

A Unica e a Bioenergia Brasil concluem a nota reafirmando  a “confiança de que o governo brasileiro seguirá conduzindo esse processo com responsabilidade, firmeza e competência diplomática, em defesa dos interesses estratégicos do país”. 

“Eventuais divergências comerciais devem ser tratadas por meio do diálogo e da negociação, preservando uma relação bilateral historicamente relevante para ambos os países e uma agenda comum voltada à promoção dos biocombustíveis e da transição energética”.

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