Modelo da Argentina de Milei que querem copiar cortou o aumento do salário mínimo, o reajuste das aposentadorias, o seguro-desemprego e o acesso ao programa de distribuição gratuita de remédios, denuncia Geraldo Alckmin
O vice-presidente da república, Geraldo Alckmin, desafiou o candidato Flávio Bolsonaro a dizer de onde vai cortar os R$ 200 bilhões do Orçamento. “A pergunta que ele nunca responde: é de onde pretende cortar o dinheiro”.
“Se ele diz que vai cortar R$ 200 bilhões e diz que esse corte não virá dos programas sociais, ele precisa dizer, com todas as letras, de onde vai vir esse corte”, cobrou Alckmin na rede social sobre o “tesouraço” anunciado por Flávio. Modelo que querem copiar da Argentina.
“Ou ele está mentindo para você, eleitor, e não vai fazer corte nenhum, ou ele está escondendo quem vai perder com este corte”, disse Alckmin. “Já vimos Flávio ser pego diversas vezes na mentira. Sobre Vorcaro, Banco Mastter, rachadinha, milícia, 6X1. Será´que dá para confiar na palavra dele?”
Na Argentina, o governo Millei “cortou o aumento do salário mínimo acima da inflação” e “eles também desvincularam o aumento nos reajustes das aposentadorias ao salário mínimo dos trabalhadores ativos”.
“Isso significa que, quando um trabalhador da ativa recebe um aumento, esse aumento não é dado aos aposentados”.
“Lá na Argentina, eles também dificultaram o acesso ao programa de seguro desemprego e diminuíram o valor das indenizações ao trabalhador”.
“Eles também esvaziaram o programa que distribui os remédios gratuitamente e diminuíram o número de beneficiários”.
Flávio já declarou, e a principal representante da área econômica de sua campanha, Daniella Marques, enfatizou em mais de uma oportunidade, que o tal “tesouraço” é inspirado pelo modelo “motoserra” do atual presidente da Argentina, Javier Milei.
A estimativa do “tesouraço” por economistas chega a R$ 300 bilhões, atingindo a Previdência Social, BPC, Bolsa Família, Farmácia Popular, entre tantos programas sociais.










