Vitória: Lula mostra força e obriga Flávio a aderir ao fim da escala 6×1

Presidente Lula defendendo o Brasil (Foto: Ricardo Stuckert)

O presidente mobilizou o país inteiro e comemorou: “me parece que, depois da pressão da sociedade, o partido do PL resolveu votar o fim da escala 6×1”

O presidente Lula afirmou nesta terça-feira (13) que o PL decidiu apoiar o fim da escala de trabalho 6×1 após pressão da sociedade e manifestações nas ruas.

“Me parece que, depois da pressão da sociedade, me parece que depois de todas as manifestações na rua deste Brasil, o partido do PL resolveu votar o fim da escala 6×1”, disse Lula. O PL de Flávio queria imitar Milei que instituiu 12 horas por dia de carga de trabalho com ganho por hora, o que significaria arrocho salarial e perda de direitos.

Nesta terça, com medo do crescimento avassalador da campanha de Lula, Flávio Bolsonaro declarou que votará a favor da PEC. O recuo é resultado da força da campanha de Lula no 2º turno. Flávio tentou barrar a votação e se desgastou politicamente. Ele queria aumentar ainda mais a carga de trabalho. Desmascarado, Flávio afirmou que decidiu recuar “conforme a vontade da maioria do povo”.

Depois de mencionar a mudança de posição do adversário, Lula fez uma provocação à extrema-direita. “Eu, de vez em quando, fico pensando: se todo mal que eu causar a esse país for fazer a direita avançar e atender aos interesses do povo brasileiro, eu vou continuar fazendo isso”, afirmou.

As declarações do presidente foram dadas nesta manhã durante cerimônia no Palácio do Planalto que anunciou medidas para microempreendedores individuais. Nos últimos dias, Lula vinha cobrando publicamente uma posição de Flávio e do PL sobre o tema.

Na quinta-feira (8), o presidente afirmou que o partido e o candidato não queriam assumir o compromisso de aprovar a PEC do fim da escala 6×1. A PEC que prevê o fim da escala 6×1 já foi aprovada pela Câmara e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

O texto reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e garante dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução salarial. O Senado deve votar a proposta em primeiro turno nesta quarta (14). Para ser aprovada, a PEC precisa de pelo menos 49 dos 81 votos e ainda terá de passar por um segundo turno.

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