Vorcaro enviou mensagem secreta prometendo pagar Flávio: “vai dar certo essa semana”

Daniel Vorcaro (reprodução TV Lide) e Flávio Bolsonaro (Foto: Sérgio Lima /AFP)

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, enviou uma mensagem secreta para Flávio Bolsonaro dizendo que sua situação estava “muito difícil” um dia antes de sua prisão, em 17 de novembro de 2025, mas prometendo que os pagamentos para “Dark Horse” não iriam falhar.

“Vai dar certo essa semana. O cara que mandei a grana não liquidou, e eu estou num momento difícil demais. Foram duas parcelas que mandei e ele não liquidou. Muito foda. Mas já organizei pra fazer de novo na terça. Tá muito difícil mas vamos vencer. Se eu passar da semana que vem ai resolvemos tudo em seguida”, escreveu Daniel Vorcaro.

O líder da quadrilha que cometeu fraudes financeiras bilionárias por meio do Banco Master estava comprometido com Flávio Bolsonaro com o envio de R$ 134 milhões a pretexto da produção do filme “Dark Horse”.

Vorcaro estava pagando parcelas de US$ 1,6 milhão a US$ 2 milhões até completar US$ 24 milhões (R$ 134 milhões). Ao todo, pelo menos US$ 12,5 milhões (equivalentes a R$ 69 milhões) foram efetivamente enviados.

O dono do Banco Master enviou o recado para Flávio Bolsonaro por meio de mensagem de visualização única do WhatsApp, método que exclui o conteúdo logo em seguida e atrapalha investigações.

Ele escreveu o texto no bloco de notas, fez uma captura de tela (print screen) e enviou a imagem gerada para Flávio Bolsonaro.

No entanto, seu celular, da marca iPhone, cria um arquivo temporário para cada captura de tela efetuada. Cruzando os dados do momento em que o arquivo temporário foi criado com o momento em que a mensagem de visualização única foi enviada para Flávio Bolsonaro, o UOL revelou que o texto foi escrito para Flávio Bolsonaro.

A versão apresentada por Flávio Bolsonaro nas eleições é de que essa era apenas uma relação privada para o financiamento do filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro.

A Polícia Federal investiga Flávio Bolsonaro pelos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.

Uma das hipóteses é que o dinheiro servia, na verdade, para manter o irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro, em sua vida de luxo nos Estados Unidos. Eduardo age como sabotador do Brasil, ajudando o governo Trump a impor sanções e tarifas contra produtos brasileiros.

Com a fuga de Flávio Bolsonaro para os EUA, o dinheiro agora também pode ser utilizado por ele.

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