Vorcaro mente e diz à PF que não corrompeu diretores do BC para roubar dinheiro público

Daniel Vorcaro está preso (Fotos: Divulgação - Vídeo - Banco Master)

Não é o que dizem as provas colhidas pela PF. BRB, Rioprevidência e outras fontes de recursos públicos

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, disse em depoimento à Polícia Federal que não pagou propina para ex-diretores do Banco Central para receber informações privilegiadas. Não é o que dizem as provas em poder da PF.

O depoimento foi realizado nesta sexta-feira (28) e é o primeiro desde que Vorcaro voltou à prisão, em março.

Segundo a versão apresentada pelo banqueiro, seu esquema de fraudes financeiras não realizou “atos de corrupção envolvendo os servidores mencionados nas investigações em curso”.

Os servidores que estão sendo investigados são Belline Santana, ex-chefe do departamento de Supervisão Bancária, e Paulo Sérgio de Souza, ex-diretor de Fiscalização, ambos da gestão de Roberto Campos Neto no BC.

A Polícia Federal colheu indícios de que eles atuavam como “consultores informais” para o Banco Central, passando informações privilegiadas para favorecer o esquema corrupto.

Paulo Sérgio teria enviado documentos para o Master. Ele e Belline teriam recebido propina do Banco Master para essa atuação criminosa.

Um relatório de sindicância patrimonial do BC aponta que Paulo Sérgio de Souza recebeu a propina por meio da venda “fantasma” de uma fazenda localizada em Minas Gerais para um fundo ligado ao Banco Master.

Já Belline Santana criou, em julho de 2025, uma empresa “de fachada” que supostamente atuaria na capacitação de jovens e crianças carentes. Essa empresa recebeu R$ 4 milhões de Leonardo Palhares, operador financeiro de Vorcaro.

Ailton de Aquino, que foi diretor do BC, relatou à Polícia Federal que Leonardo Palhares abordou Belline Santana durante um evento em 2023.

Belline conta que foi abordado por Palhares porque o empresário queria “apoiar pessoas jovens e carentes”, investindo pelo menos R$ 2 milhões. O ex-funcionário do BC disse que desconhecia a relação de Palhares com o Banco Master.

O Banco Master de Daniel Vorcaro é acusado de assaltar os cofres do BRB (só aí foram R$ 12 bilhões), Rioprevidência, INSS e outros golpes.

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