Oferta de emprego nos EUA estagnou em 2025

Busca por colocações na feira de emprego em Nova York (Angus Mordant/Bloomberg)

De acordo com o relatório revisado do ‘Bureau de Estatísticas do Trabalho dos EUA’ (US Bureau of Labor Statistics), em 2025, a economia norte-americana se apresentou estagnada. Os empregadores dos EUA adicionaram apenas 181 mil vagas de empregos muito menos do que em 2024 com 1,46 milhão de vagas adicionadas.

Os dados revisados do relatório publicado no dia 11 desse mês, mostraram que o governo federal se utilizou de dados preliminares para fazer uma estimativa de que eram cerca de 584 mil empregos criados em 2025, mas quando o Bureau revisou os números com dados estaduais adicionais que receberam, descobriram que na verdade era de apenas 181 mil, 69% a menos do que o estimado inicialmente pela Casa Branca.

Isso derruba a narrativa do presidente americano, Donald Trump, de que ele é responsável pela “maior” economia da história dos EUA.

O relatório revisado mostra que 2025 teve muito menos contratações se comparado com os 1,46 milhão de empregos adicionados em 2024. Também revelou que as contratações se concentraram na área de saúde, enquanto outros setores apresentaram fracas contratações ou declínio, evidenciando um mercado de trabalho desequilibrado.

“Os ganhos de emprego ocorreram em assistência médica, assistência social e construção, enquanto o governo federal e as atividades financeiras perderam empregos”, comunicou o Bureau de Estatísticas do Trabalho dos EUA.

“Os números de hoje mostram que a economia passou 2025 patinando enquanto os custos subiam e as famílias ficavam ainda mais para trás. O crescimento do emprego foi dramaticamente mais fraco do que o anunciado e concentrado quase inteiramente nos cuidados de saúde, deixando o resto do mercado de trabalho paralisado. Oportunidades estão secando fora de um punhado de setores e cada vez mais trabalhadores estão se contentando com horas de meio período ou deixaram de procurar trabalho inteiramente. 2025 foi um ano perdido para os trabalhadores americanos”, disse Alex Jacquez, Chefe de Política e Advocacia da Groundwork Collaborative, um centro de estudos de economia dos Estados Unidos.

Compartilhe

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *