PL de Bolsonaro quer sabotar projeto para manter a escala escravizante 6 x 1

Valdemar Costa Neto, subordinado a Bolsonaro e presidente do PL, foi bajular empresários do Esfera (Foto: Reprodução - Vídeo - AFP)

Plano dos bolsonaristas é “trabalhar para não deixar votar de jeito nenhum”, disse Valdemar Costa Neto a empresários

O presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, pediu “pressão dos empresários” para ajudar na luta pela manutenção da escala 6×1. Ele chamou a proposta feita pelo governo Lula de “bomba”.

Valdemar da Costa Neto disse, em um evento com empresários de São Paulo, que é “difícil” para um deputado ou senador votar contra o fim da escala 6×1, ou que “se o camarada votar contra é muito difícil para ele”.

“Se puser isso em pauta, é muito difícil não passar, eu tenho que ser honesto com você”, continuou no evento do grupo Esfera, que reúne representantes e defensores de financistas e grandes empresas.

Por isso, o plano dos bolsonaristas é “trabalhar para não deixar votar de jeito nenhum”.

Valdemar ainda pediu “a pressão dos empresários em cima de seus deputados, para a gente segurar isso para não votarmos”.

“O que nós pretendemos fazer? Trabalhar com o presidente da Câmara e segurar isso aí na CCJ [Comissão de Constituição e Justiça], é onde vai ser a guerra”, contou.

Na segunda-feira (23), o ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, reafirmou que as prioridades do governo Lula para o próximo período serão acabar com a escala 6×1, passando para o máximo de 5×2, e reduzir a jornada máxima de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais.

Segundo Valdemar da Costa Neto, a proposta que dá aos trabalhadores um dia a mais de descanso por semana é “uma bomba para o país” e, caso aprovada, iria “prejudicar o país”.

O presidente do União Brasil defendeu que a proposta, “muito danosa para a economia”, seja “barrigada”, isto é, tenha sua discussão atrasada o máximo possível.

“Eu defendo uma posição junto com o Valdemar de que a gente possa construir uma blindagem dentro das comissões, principalmente na CCJ, para poder ir ‘barrigando’ isso”, declarou.

O ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, argumentou em um evento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) que “há uma tendência mundial de você ter uma redução” na jornada de trabalho.

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