Por ordem do governo Trump, agências governamentais devem agora negar o Green Card para imigrantes que fizerem críticas a Israel e às suas políticas.
Se o aplicante para o Green Card tomou parte dos protestos ou até fez postagens nas redes sociais, contra o genocídio em Gaza, ou expressaram opiniões pró-Palestina, políticas que o governo norte-americano considere como “antiamericanas” ou fizer quaisquer críticas das políticas de Israel, o governo americano vai considerar como um “fator desqualificante” para o pedido de aplicação para o visto.
Imigrantes que busquem um visto de residência permanente, o Green Card, para poder viver e trabalhar nos EUA, vão encontrar obstáculos pela medida de Trump e poderão ter o pedido de Green Card negado e até proibidos de entrar no país.
Os candidatos para o Green Card, serão “examinados”, para ver se eles possuem uma visão pré-aprovada por Washington, de acordo com materiais de treinamento interno do Departamento de Segurança Interna americano, obtidos pelo ‘The New York Times’.
Uma das diretivas revisadas pelo NYT, que podem desqualificar imigrantes de receber o Green Card, mostram exemplos do que seria um discurso “questionável”, como uma postagem de mídia social: “Pare o terror israelense na Palestina” com uma imagem da bandeira israelense riscada.
Os novos materiais para treinamento foram distribuídos no mês passado para os oficiais de imigração dos Serviços de Cidadania e imigração dos EUA (US Citizenship and Immigration Services, USCIS). Esses oficiais tem muito poder na decisão se um estrangeiro terá a permissão para ter residência permanente nos EUA.
Outra medida controversa de Trump denunciada pelo NYT, é que agora novas diretrizes para o USCIS, permitem que procurem formas de revogarem a cidadania de americanos naturalizados.
Críticos das medidas de Trump, apontam que o governo americano confunde com antissemitismo a crítica ao estado de apartheid de Israel. E que o governo estaria buscando formas de restringir o discurso legítimo e negar ao povo americano, naturalizado ou nascido lá de seus direitos constitucionais, inclusive o de expressão.
A reportagem do NYT também apontou como o governo dos EUA alterou nos últimos meses a forma como os funcionários encarregados das aprovações de pedidos do Green Card são referidos, antes eles eram chamados de “oficiais de serviços de imigração”, agora, com o governo de Trump, eles são chamados de “defensores da pátria”.
EUA vai rejeitar ‘Green Card’ para quem for crítico de Israel










