“Nosso foco é garantir a assistência humanitária, o restabelecimento dos serviços básicos, o auxílio às pessoas desabrigadas e o suporte à reconstrução”, escreveu o presidente
O presidente Lula decretou estado de calamidade em Juiz de Fora (MG) e ordenou a “pronta mobilização” do governo federal, como a Defesa Civil e a Força Nacional do SUS, para socorrer a população atingida por fortes chuvas.
Foram confirmadas as mortes de 16 pessoas em Juiz de Fora e seis em Ubá. Pelo menos 440 pessoas estão desabrigadas.
“Nas próximas horas – e dias – seguiremos de prontidão para agir com a velocidade e a força que o momento exige. Nosso foco é garantir a assistência humanitária, o restabelecimento dos serviços básicos, o auxílio às pessoas desabrigadas e o suporte à reconstrução”, escreveu o presidente em suas redes sociais.
Ele ainda determinou “pronta mobilização do Governo do Brasil para auxiliar a população da região”.

“Uma equipe de coordenação da Força Nacional do SUS já está a caminho. E a Defesa Civil Nacional, além de já ter enviado profissionais à Zona da Mata, trabalha em regime de alerta máximo e em permanente contato com a Defesa Civil Mineira”, continuou.
Lula fez uma ligação para a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT), “prestando minha solidariedade e oferecendo o apoio federal”. A ligação foi feita enquanto o presidente estava em escala no Aeroporto de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes.
“Pode contar com 100% do nosso apoio, viu?”, disse o presidente durante a chamada.
“Quero enviar meus profundos sentimentos às famílias que perderam seus lares e, o que é pior, os seus entes queridos. E me solidarizar com as autoridades e forças de segurança mineiras que estão trabalhando no resgate e no atendimento imediato à população prejudicada pela chuva”, completou em sua mensagem.
Margarida Salomão agradeceu a Lula e ao governo federal pela mobilização. Ela informou ao presidente que choveu cerca de 190 mm em quatro horas, “destruindo a cidade, uma coisa terrível”.
A prefeita declarou luto oficial de três dias em Juiz de Fora. “Hoje é o dia mais triste dos meus cinco anos e dois dias de governo, porque é o dia em que temos que registrar pela primeira vez perdas de vida decorrentes desses fenômenos climáticos”, falou.
“Ontem [segunda-feira, 23], foi tanta água que nós tivemos essa tristeza inqualificável. Até o momento, são 15 adultos e crianças, irmãos e irmãs nossos, que infelizmente não resistiram a essa tempestade”, acrescentou.











