Servidores da Educação de Minas Gerais rejeitam proposta de Zema e mantêm greve

Foto: SindUTE-MG

O funcionalismo público de Minas Gerais reagiu à proposta de recomposição salarial de 5,4% anunciada pelo governador Romeu Zema na segunda-feira (2). Para representantes das diversas carreiras do funcionalismo, o percentual “é insuficiente e está distante da recomposição das perdas acumuladas nos últimos anos”.

Os servidores públicos cobram o cumprimento de promessas feitas por Zema durante a campanha à reeleição, em 2022, quando se comprometeu a garantir reajustes anuais ao menos para repor a inflação.

De acordo com projeto de lei que será enviado à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) ainda neste mês, o reajuste contemplará servidores ativos, inativos e pensionistas da administração direta e indireta, com pagamento retroativo a 1º de janeiro de 2026. Segundo o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE/MG) “o percentual é insuficiente e está distante da recomposição das perdas acumuladas nos últimos anos”.

“Estamos há oito anos convivendo com o que consideramos o pior salário do país, além da precarização das condições de trabalho”, afirmou a presidente do sindicato, Denise Romano.

Em nota, a entidade afirma que a categoria reivindica a recomposição integral das perdas desde 2019, que teve reajuste abaixo dos índices definidos pelo Ministério da Educação. Segundo o sindicato, o índice necessário para recompor as perdas acumuladas chega a 41,83%.

Após o anúncio, a categoria decidiu entrar em greve a partir desta quarta-feira (4), por tempo indeterminado. Os profissionais da Educação também lutam pela suspensão do leilão de escolas estaduais e a abertura de negociação com o governo para tratar da perda de direitos e demais pontos da pauta da categoria.

Representantes dos policiais civis também se manifestaram contra o reajuste de apenas 5,4%. Para o Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais (Sindpol-MG) o reajuste anunciado “é insuficiente”, e não recompõe a defasagem acumulada, que seria de cerca de 40%.

“Depois de inflação alta e salários corroídos, o policial civil está completamente de mãos atadas e cada vez mais desvalorizado, e o governador aparece com 5,4% e quer que todos agradeçam? Isso não é política de valorização, isso é tentativa de reescrever a própria história, enganando mais uma vez os policiais civis e o povo mineiro. Antes de anunciar o reajuste simbólico, Zema deveria explicar porque não cumpriu o que prometeu”, ressaltou o presidente do sindicato, Wemerson Silva de Oliveira.

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