Governo bolsonarista de Minas lembra Silvério e entrega medalhas a traidores do Brasil

Reprodução da TV Globo

O maior agraciado foi o traíra entreguista, Tarcísio de Freitas. Se Tiradentes fosse vivo, chutava o balde e acabava com toda a farsa montada em seu nome

Neste 21 de Abril, o governo de Minas Gerais, dirigido atualmente por bolsonaristas, papagaios e descendentes do traidor Silvério dos Reis, não podia deixar de homenagear exatamente os traidores da pátria. Distribuiu medalhas a um bando de pícaretas. Se Tiradentes fosse vivo, chutava o balde e acabava com toda a farsa montada em seu nome.

O principal homenageado com a Medalha da Inconfidência em Ouro Preto foi governador traíra de SP, Tarcísio de Freitas. Ele é o mesmo que, ao contrário de Tiradentes, defende entregar as riquezas do Brasil para os estrangeiros. Defende privatizar tudo e entregar nossas empresas e minerais estratégicos para as grandes potências.

No dia em que o país recorda o seu primeiro grande herói nacional que repudiava o assalto ao Brasil e deu a vida contra isso, o governo bolsonarista entrega medalhas exatamente aos entreguistas e corruptos que o alferes odiava. A medalha deles deveria se chamar “Medalha Silvério dos Reis”.

Só para se ter ideia do perfil de quem está sendo homenageado pelo governador em exercício, Mateus Simões (PSD), Tarcísio de Freitas apoiou a tentativa de golpe de Jair Bolsonaro. Assumiu o governo de São Paulo e vendeu a Sabesp, maior empresa de saneamento do país. Depois disso, a população viu as tarifas explodirem e as caixas d’água também. Os serviços se deterioraram após a venda e a água sumiu de vários bairros da periferia da cidade.

Ele recebeu R$ 2 milhões do banqueiro ladrão, Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Em retribuição, ele vendeu a Emae, empresa de águas de São Paulo, e desviou R$ 160 milhões do caixa da empresa para os cofres do Banco que deu um golpe de R$ 50 bilhões no mercado financeiro. Esta negociata fortaleceu as falcatruas do banqueiro ladrão e rendeu propinas a Tarcísio. É esse tipo de gente que está recebendo a medalha em MG. Imagine o que diria o alferes, que liderou a inconfidência e morreu exatamente na luta contra esse tipo de cafajeste.

Juscelino Kubitschek, que criou a medalha em 1952 com a ideia de reconhecer pessoas e instituições que contribuem para o desenvolvimento de MG e do país, também não aceitaria que entreguistas como Tarcísio fossem agraciados. E não é de agora que os “silvérios” tomaram conta da premiação. O Grande Colar, a mais alta honraria concedida pelo governo de MG, já foi concedido a Fernando Henrique Cardoso (2024) e Michel Temer (2023) e, em 2025, a honraria foi entregue ao atual presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. O colar não poderia ser mais desrespeitado. Tarcísio de Freitas só podia ser o próximo da fila.

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