“É preciso fortalecer os sindicatos no debate de jornada e escala de trabalho”, afirma Juruna

João Carlos Juruna, secretário-geral da Força Sindical. Foto: Divulgação

Protagonistas históricos na luta pelo fim da escala 6×1 e redução da jornada de trabalho, representantes das centrais sindicais e lideranças de peso do movimento sindical querem ser mais ouvidos nas negociações sobre os projetos que estão em discussão no Congresso Nacional.

Os sindicalistas coadunam com o que tem sido levantado pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, de que “o foco da discussão está na redução das horas semanais de trabalho” e que, a mudança para 36 horas, como previsto em PECs (Proposta de Emenda Constitucional), “não é plausível, mas o corte menor, para 40 horas, tem chance de passar”.

“No atual debate sobre redução de jornada e fim da escala 6×1, é preciso fortalecer os sindicatos, prejudicados com mudanças no governo Temer e Bolsonaro”, afirma o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Juruna.

De acordo com matéria publicada na Folha de São Paulo, lideranças sindicais ouvidas pelo jornal sentiram “mal-estar” com o destaque dado pelo ministro da Secretária-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, em um evento em São Paulo, na segunda-feira (2), quando o ministro deu mais espaço para representantes de movimentos sociais como as frentes Povo sem Medo e Frente Brasil Popular, em detrimento das centrais e sindicatos presentes.

Segundo Juruna, isso é contrário ao que defende o próprio Ministério do Trabalho, que defende a negociação coletiva entre empresários e trabalhadores por meio de suas entidades sindicais.

“Na entrevista à Folha, Luiz Marinho reproduz o que já tem ouvido do movimento sindical há anos: 40 horas semanais na lei e escala definida em acordos e convenções coletivas”, afirmou.

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