“Rachadinha” diz que, se eleito, vai perseguir aposentados e arrochar salários

Senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). Foto: Roque de Sá - Agência Senado

“Vamos ter de revisitar a Previdência”, afirmou seu coordenador de campanha

Se for eleito, Flávio Bolsonaro, conhecido como “rei da rachadinha”, vai arrochar os aposentados e os salários, garantiu o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de sua pré-campanha presidencial, em entrevista à Folha de S. Paulo na sexta-feira (6).

“O modelo está estourando. Só posso dizer que vamos ter de revisitar a Previdência”, afirmou Marinho, acrescentando que os salários estão altos e há muito direitos trabalhistas no Brasil. “A reforma trabalhista tem de ser revisitada também, porque a reforma de 2017 foi mitigada por várias decisões judiciais”, reclamou. A fala é uma macaqueação do que Milei está fazendo na Argentina. O capacho está destruindo a economia do país vizinho.

Ou seja, o que ele pretende é arrastar o Brasil para o passado de crise e estagnação. O congelamento do salário mínimo que seu pai impôs ao país quando esteve no Planalto volta a fazer parte dos planos anunciados pelo senador. Ele disse também que o país está gastando demais com a sociedade, chamou isso de “política fiscal expansionista” e que tem que intensificar os cortes sociais.

Esse objetivo de destruir a economia do Brasil está claro em suas próprias palavras. “É evidente que temos de redefinir parâmetros fiscais, porque o que existe não é mais um arcabouço, é uma peneira”, disse. “A forma como a política fiscal expansionista acontece no Brasil é uma das principais causas dessa taxa de juros de 15% ao ano”, disse Marinho.

A ministra da articulação política de Lula, Gleisi Hoffmann, já fez um alerta: “Flávio Bolsonaro quer tirar direitos dos aposentados e dos trabalhadores”.

Na avaliação de Gleisi, o discurso de Rogério Marinho deixa explícito que a extrema- direita pretende retomar um programa econômico que, segundo ela, significaria retirada de direitos, arrocho social e paralisação do desenvolvimento nacional.

A fala foi interpretada como a confirmação de que a oposição trabalha para aprofundar uma agenda de reformas que já provocou forte precarização das relações de trabalho e maior insegurança para milhões de brasileiros.

Compartilhe

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *