A opressão à mulher é o mais repugnante, e por isso mesmo, mais poderoso instrumento de dominação dos trabalhadores e do povo.
É uma dominação econômica e ideológica.
Divide a humanidade ao meio. É a mais antiga e profunda forma de dominação, certamente, a última a ser superada.
Está nas costas das mulheres a responsabilidade principal de cuidar dos filhos, da casa, dos mais velhos, da alimentação, da saúde, da educação, sem nenhuma remuneração, num trabalho socialmente fundamental de reprodução da força de trabalho, só que exercido de forma isolada, sem que o estado (a sociedade) assuma as devidas responsabilidades. Como consequência, ficam expostas à humilhações, agressões, assassinatos, injustiças “legais” e à prostituição.
Mas sem a participação da mulher, o povo e os trabalhadores, evidentemente, não têm força para enfrentar a exploração colonial e do trabalho. Isso quer dizer que, objetivamente, o trabalhador tem interesse na participação das mulheres.
Essa participação passa decisivamente pela mulher assumir a luta contra sua opressão especial, mas também pela necessidade do homem assumir suas bandeiras, Esse é o caminho para recuperar a auto estima perdida, compartilhar do orgulho de classe. E dessa forma, se acercar das lutas mais gerais pela liberdade e contra a opressão imperialista.
A emancipação completa da mulher, no entanto, só avança com a libertação nacional e libertação do trabalho. A luta da mulher contra a opressão será obra das próprias mulheres – que além de conquistar a simpatia às suas bandeiras contra carestia, por restaurantes coletivos, por creches, educação infantil, enfim, condições de se liberar para a vida em sociedade sem ter que renunciar à condição de ser mãe – têm que derrotar a corrente ideológica burguesa, o sexismo, que opõe, de forma antagônica, homens e mulheres, portanto aprofunda a divisão do povo, Essa linha reacionária coloca como aspecto principal da opressão a violência masculina e não o Estado de classes e imperialista.
CARLOS PEREIRA











