Assessor de Trump só virá ao Brasil quando visto de Padilha for liberado, diz Lula

Darren Beattie e Alexandre Padilha (Fotos: reprodução de redes sociais e Cleia Viana/Câmara dos Deputados)

Itamaraty revogou o visto de Darren Beattie, assessor fascista de Donald Trump. Órgão viu ingerência indevida em assuntos internos

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil revogou a concessão de visto de Darren Beattie, assessor fascista de Donald Trump, que pretendia visitar Jair Bolsonaro na cadeia.

Beattie é um quadro da extrema-direita americana e é um crítico sistemático do governo do presidente Lula e da atuação do ministro Alexandre de Moraes. No governo americano, ele atua na formulação e acompanhamento de políticas de Washington em relação a Brasília.

Fontes da diplomacia informam que o governo brasileiro está usando o princípio de reciprocidade, adotado internacionalmente, inclusive pelos americanos, de revogação de vistos.

Mais cedo, o presidente Lula afirmou que Beattie só entrará no país quando o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, puder viajar aos Estados Unidos. “Aquele cara americano que disse que vinha pra cá, pra visitar o Jair Bolsonaro, ele foi proibido de visitar e eu o proibi de vir ao Brasil, enquanto não liberar os vistos do ministro da Saúde, que está bloqueado”, afirmou.

Em agosto do ano passado, os Estados Unidos cancelaram o visto da mulher e da filha, de 10 anos, de Alexandre de Padilha. O visto do ministro não foi revogado porque já estava vencido.

Na terça-feira (10), a defesa do golpista condenado Jair Bolsonaro enviou um pedido a Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo, pedindo que a visita fosse concedida de forma excepcional na segunda (16) ou na terça-feira (17), por motivos de agenda do norte-americano. Moraes permitiu a visita, no entanto, autorizou que ela fosse realizada na data permitida pela Papudinha, ou seja, quarta-feira (18).

Moraes, então, solicitou informações ao Itamaraty sobre a agenda diplomática do secretário de Trump no Brasil. O Itamaraty afirmou que a reunião do assessor de Trump com Jair Bolsonaro “pode configurar indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro”.

Diante disso, Moraes retirou a autorização para o encontro entre os dois fascistas. Bolsonaro está preso em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

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