Três políticos presos com ligação direta com o CV são apoiadores de Flávio, denuncia o deputado estadual gaúcho Leonel Radde (PT-RS)
Esta semana a campanha de Flávio “Rachadinha” teve uma baixa. Um de seus aliados, Silvino Oliveira, foi preso no Rio de Janeiro por envolvimento com o Comando Vermelho.
BACELAR E O CV
A ligação de Flávio Rachadinha com as milícias e com o crime organizado é antiga. Só para se ter uma ideia, outro preso recentemente, Rodrigo Bacelar, que era presidente da Assembleia Legislativa do Rio, e também o candidato do grupo bolsonarista para suceder Cláudio Castro no governo do Rio de Janeiro, é apoiador de Flávio.
Bacelar também foi preso por envolvimento com o Comando Vermelho. Ou seja, é uma falácia bolsonarista sem tamanho dizer que esse grupo fascista combate o crime organizado. Na verdade, eles são originários e cúmplices das facções e milícias e acobertam o crime organizado.

O deputado estadual do Rio Grande do Sul, Leonel Radde (PT), um policial anti-fascista, fez um pronunciamento esta semana denunciando enfaticamente as ligações do bolsonarismo com o crime organizado e lembrou a trajetória de Flávio Bolsonaro, vulgo “rachadinha”.
TH JOIAS
“Outro político do Rio de Janeiro, talvez o mais famoso, o “TH Joias”, preso também por envolvimento com o Comando Vermelho, também bolsonarista é também aliado de Flávio Bolsonaro”, denunciou o deputado. Em suma, o Comando Vermelho e o bolsonarismo fazem parte de uma mesma facção que já atingiu a política fluminense e, segundo o deputado, agora, querem se expandir para o resto do Brasil.
“Poderiam dizer que as ligações desses criminosos com Flávio Bolsonaro seriam meras coincidências. Mas pode ser mera coincidência também que o Flávio Bolsonaro era amigo pessoal do Adriano da Nóbrega, o maior assassino do estado do Rio de Janeiro, segurança do jogo do bicho, segurança da milícia e membro do Escritório do Crime do Rio das Pedras?”, questionou o parlamentar.
O deputado gaúcho lembrou que Rio das Pedras, onde nasceu a milícia, é o bairro do Rio de Janeiro onde Flávio Bolsonaro fez a maior votação do estado do Rio. “Mera coincidência que Adriano da Nóbrega, morto em confronto com o Bope lá da Bahia, após atirar contra os policiais. Mera coincidência que ele tenha sido homenageado com uma medalha, dada pelo Flávio Bolsonaro, inclusive o senhor Jair Bolsonaro também elogiou muito o matador Adriano da Nóbrega”, acrescentou Radde.
MORTE DE PATRÍCIA ACIOLI
“Coincidências também que o Flávio Bolsonaro tenha ido visitar na cadeia milicianos que executaram a juíza Patrícia Acioli, que investigava a corrupção na polícia do Rio de Janeiro e grupos de extermínio”, apontou o deputado policial. “E, depois de visitar esses milicianos criminosos e assassinos”, prosseguiu o deputado, “Flávio Bolsonaro disse que essa juíza fazia um péssimo trabalho, atacava muito os policiais, tratando criminoso como vítima. Ele não negou que os policiais, nem eram policiais mais, os milicianos ali tinham matado de forma equivocada ou errada a juíza. Ele legitimou”, acrescentou o deputado.
“Ele não disse que não houve crime, que aquelas pessoas não eram culpadas. Ele disse, mataram mesmo, mas ela mereceu. Esse é o senhor Flávio Rachadinha, Flávio miliciano Bolsonaro”, acrescentou o parlamentar. Ele lembrou que no gabinete de Flávio Rachadinha trabalhavam a esposa do assassino Adriano da Nóbrega e a mãe do assassino Adriano da Nóbrega. nada disso pode ser coincidência.
Radde desmascarou o discurso moralista do bolsonarismo. “Coincidência também que ele, como deputado estadual do Rio de Janeiro, tenha passado quatro anos sem tirar um centavo da sua conta bancária. Ele recebia o salário e não pagava uma bala, um papel higiênico, nada. E comprou diversos imóveis. Aí fica a grande pergunta. Como ele conseguiu, se ele só tinha essa conta?”, indagou. Flávio lavava o dinheiro do esquema criminoso de seu gabinete através de uma loja de chcolate na Barra da Tijuca.
“E aí vem a questão que hoje está sendo investigada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. Que é um certo cofre que ele dividia com Carlos Bolsonaro, também apontado como responsável por peculato e organização criminosa. Eles tinham um cofre. Toda a vez que eles iam no banco a data que eles iam ao banco era o dia seguinte da data que eles compravam um imóvel”, denunciou. “Coincidência também, prosseguiu o parlamentar gaúcho, “de Flávio Bolsonaro comprar um imóvel de R$ 6 milhões em dinheiro vivo. Isso não tem nada a ver com corrupção”.
FLÁVIO, RUBIO E O TRÁFICO
A ligação do bolsonarismo com o crime organizado é tão escandalosa que o governador de São Paulo, o bolsonarista Tarcísio de Freitas, em quem também recai a suspeita de ter um acordo com o PCC (Primeiro Comando da Capital), escalou seu Secretário de Segurança, Guilherme Derrite, para sabotar a lei anti-facção do governo federal. Derrite tentou enfraquecer a ação da Polícia Federal e dificultou o arresto de bens dos criminosos. Essa atuação desmascarou osbolsonaristas e sua demagogia contra o crime. Ainda bem que os senadores derrubaram alguns dos itens pró-crime de Derrite.
Não por acaso os fascistas e Bolsonaro estão se somando à farsa do Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, este sim um narcotraficante, de usar um falso combate ao narcotráfico para se intrometer em assuntos internos do Brasil. Assim como os bolsonaristas estão ligados ao crime no Brasil, Rubio é ligado à máfia das drogas de Miami. Então, além de favorecerem o crime organizado, os apoiadores de Flávio Rachadinha querem também transformar o Brasil no quintal dos Estados Unidos e arrastar o país para as guerras de agressão do lunático da Casa Branca.
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