No Dia do Diplomata, vice-presidente destacou o papel estratégico do Itamaraty. Ressaltou ainda a importância de preservar as reservas de minerais críticos do país
O governo federal celebrou, na última quarta-feira (29), o Dia do Diplomata, no Palácio Itamaraty, em Brasília. A cerimônia incluiu a entrega da Ordem de Rio Branco e a formatura da turma 2025-2026 do Instituto Rio Branco.
Presidindo o evento, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) reforçou que a diplomacia deve atuar em defesa dos interesses nacionais e da soberania.
Ao discursar, o vice-presidente destacou que representar o Brasil exige atuação “lúcida e altiva”, especialmente em cenário internacional marcado por agressão contra o Irã, ameaças e disputas.
Ao tratar de defesa, o vice-presidente ressaltou a importância de proteger rotas marítimas e recursos naturais.
Alckmin pontuou que a área de defesa vai exigir decisões estratégicas. Ele lembrou que a guerra contra o Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz demonstram como as rotas marítimas permanecem vitais para as cadeias globais de abastecimento.
“Quem tem a maior costa atlântica do mundo precisa de navios de superfície submarinos com capacidade de vigilância robusta. Quem tem a maior floresta tropical do mundo precisa saber preservá-la e aproveitar seus recursos de maneira inteligente e responsável. Nossos estaleiros voltaram a produzir embarcações de defesa moderna. São provas disso o Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), que mantemos com a Alemanha e, o qual foi reforçado na última viagem do presidente Lula a Hanover e o Programa de Desenvolvimento de Submarinos em parceria com a França”, Reforçou.
MINERAIS CRÍTICOS
O vice-presidente não deixou outro tema sensível para a soberania nacional de fora do seu pronunciamento.Ele destacou a importância de preservar as reservas de minerais críticos.
“Temos a oportunidade de reescrever a nossa história. Dessa vez, mais do que extrair os minérios, precisamos criar condições para agregar valor no Brasil. Quem controla essas reservas ditará o futuro industrial, tecnológico e militar. Para o Brasil desenvolver essa cadeia é reduzir vulnerabilidades, atrair investimentos, estimular inovação, formar engenheiros e técnicos para transformar sua riqueza mineral em capacidade industrial.”
CONTRA A LEI DO MAIS FORTE
Alckmin enfatizou a necessidade do país reafirmar o compromisso com o diálogo e a cooperação, em um mundo mais fragmentado e protecionista.
O vice-presidente também enfatizou a tentativa de reposicionar o Brasil no cenário global, citando a participação em fóruns internacionais e iniciativas como alianças contra a fome e a pobreza.
“No mundo onde a paz é ameaçada, devemos estar conscientes de que a paz não é um presente que recebemos sem esforço. Ela somente é obtida a custa de um trabalho incessante daqueles que estão dispostos aos sacrifícios que ela exige. No mundo de desrespeito às regras, saber que sua ausência leva ao predomínio da lei do mais forte e, muitas vezes, ao caos. No mundo desigual, saber almejar o desenvolvimento mais justo e sustentável”, também afirmou o vice-presidente.
CRIME TRANSNACIONAL E SEGURANÇA
A cooperação internacional foi apontada como essencial no combate ao crime organizado. Alckmin defendeu o intercâmbio de informações, o combate à lavagem de dinheiro e o enfrentamento ao tráfico de armas.
Ele também mencionou avanços legislativos recentes e a proposta de integração nacional das políticas de segurança pública.
INTEGRAÇÃO
Ao encerrar o discurso, o vice-presidente reafirmou o compromisso com o comércio internacional baseado em regras.
Destacou a formalização do acordo entre Mercosul e União Europeia e o avanço de negociações com outros parceiros, como Singapura, EFTA e Canadá.
Para Alckmin, essas iniciativas sinalizam que, mesmo em cenário global conturbado, ainda é possível construir consensos por meio da cooperação e do respeito entre nações.
(Com informações da Agência Gov)











